Para os Buscadores da Verdade – Relatos de Uma Viajem Alucinante:)
Pois bem! Muitos problemas se encontram nesta vida, e grande parte desta mesma vida é passada na tentativa de os resolver, muitos deles mais abrangentes já cá estavam antes de “chegares”, e certamente continuarão depois de “partires”...outros ainda, mais próximos, mais íntimos, também estavam à “chegada”, e outros foste encontrando aos poucos...certos problemas, não o eram até um determinado momento e depois passaram a ser, outros eram um problema antes e depois de um tempo deixaram de ser! Estranho não?!... Dá que pensar na natureza das “coisas”...
Ainda assim uma convicção profunda que esses problemas, são mesmo um problema, e que certamente haverá solução! Mas qual é o real entendimento da vida? Por acaso sabes o que estás “aqui” a fazer? Sabes o que é “aqui”? Sabes de onde vens? Para onde vais? Por acaso sabes quem és?
E que tal recomeçar pelo básico?! A vida tornou-se uma confusão, corres de um lado para o outro sem saber para onde vais, corres em busca de algo melhor, sem saberes quem és, desta forma sem saberes o que necessitas, para onde achas que isso te vai levar? Tornaste-te demasiado sofisticado, demasiado complexo; e que tal começar a simplificar?...
Pois bem, a esta altura a tua vida já deu muitas voltas, mas o mais certo é que esteja tudo na mesma, mudaste cores, sabores, saberes, linguagem, imagem, e mais ou menos entretido (a), ainda assim na mesma... Vives em círculos apenas, abanas, sacodes, fazes mudanças, e voltas sempre ao mesmo; por vezes, demoras bastante a ter essa percepção; mas mais cedo ou mais tarde voltas ao mesmo, às mesmas questões, e baixas os braços por um determinado período, e depois começas de novo, mais uma volta, mais um círculo...
Certamente muita coisa mudou, argumentas... talvez tenhas mudado de relacionamento, algo que te oprimia e já não fazia mais sentido; Talvez tenhas mudado de trabalho, que por segurança mantinhas, ou seja pelo cheque no final do mês, cheque esse que alimentava uma série “coisas” que no fundo não serviam de muito, e ainda assim te escravizavam em um trabalho que não trazia alegria alguma, era apenas algo que te esvaziava; talvez tenhas mudado de religião, certamente havia um problema com o outro Deus, e as suas doutrinas...ou melhor ainda, estás na moda, agora não és religioso (a), agora és espiritual, segues uma nova filosofia, ou melhor ainda, uma filosofia antiguíssima, comprovada por milénios...comes diferente, dormes diferente, tens práticas regulares de espiritualização, fazes caridade, és uma raridade... Mas vê bem...mudou assim tanta coisa? Enquanto estás no período da mudança, conhecendo tantas novidades, nem dá para perceber, mas quando arrefece o furor inicial, tudo fica claro. Tanto que possivelmente largaste para trás, e...será que mudou realmente alguma coisa? Aí “dentro”, nessa vivência, mudou mesmo? Vê bem! Será que adianta fazer tantas mudanças se o denominador comum é sempre o mesmo, ou seja, sendo que és sempre o mesmo, será que adianta mudar os contextos? Sabes quem és?
A questão é sempre a mesma, até deixar de ser! Iludido com quem aparentas ser, encontraste-te “assim”, “aqui”, no meio de um turbilhão, que não tinhas como entender, a história foi rolando, e tu com ela, e até hoje rola e nem percebes que a história tem vida própria, não sabes quem és e imaginas ter algum controlo, opções, escolhas, possibilidades... e por todo o lado tantas promessas materiais e espirituais que estás louco (a) por comprar...pois afinal é tudo uma questão de saber, de controlo, e sabendo corretamente, certamente farás as melhores escolhas, ou seja, vais escolher o que vai trazer a felicidade, pois é isso que determina para ti o certo e o errado: o resultado, que é analisado, nesse momento, e de acordo com esse “nível” de entendimento, sem qualquer visão do panorama completo...
No fundo é uma questão bem simples... Sofrimento... Fazes tudo para evitar o sofrimento! Mas o que é o sofrimento e de onde vem? Vem das tuas crenças apenas, de mais lado nenhum, apenas das tuas crenças. Acreditas que és um corpo, um individuo, que está no meio de outros indivíduos, que precisas de amor, que precisas ser feliz, e que para teres este amor , esta felicidade, esta alegria, terás de merecer...afinal foi isto que observaste do mundo, pelo menos daquela pequenina parte que conheces, e é isto o que diz a GRANDE e VASTA maioria... (seja lá o que isso queira dizer)
A grande dor da tua vida tem sido a rejeição, essa coisa tão dolorosa que te priva do amor que imaginas que vem dos outros, e esse é um dos sintomas da verdadeira “Síndrome”... Apenas por causa disso, tudo o que fazes, está condicionado pela aprovação ou rejeição, é sempre a mesma busca, por isso, todos os empreendimentos, materiais ou espirituais, nunca são satisfatórios, encontras uma grande diversidade de opiniões, e alguma será sempre diferente da tua, e o fantasma da rejeição, acaba sempre por aparecer... Quer ainda andes mergulhado nos infindáveis empreendimentos materiais, ou estejas dividindo o teu tempo nos objetivos materiais e nos espirituais, quer apenas te dediques à espiritualidade, e tudo aconteça em torno disso, talvez seja hora de parar e avaliar se esse fantasma não continua por aí, se esse fantasma não contundia a iludir-te?...
No mundo espiritual, se é que não é tudo espiritual, ou tudo material (dependendo da definição de espirito e da definição de matéria), é a mesma coisa, o mesmo principio... A vida levou-te numa grande viajem, de mudanças, abdicaste de tantas coisas, descobriste grandes verdades, mas não as consegues realizar... Encontraste um novo estilo de vida, rodeado de seres mais amáveis, que parece que te compreendem, de uma nova filosofia de vida, mais saudável, e sim, a tua vida melhorou! Quer isto dizer, no teu entendimento, que as experiências começaram a ser mais prazerosas, tudo ficou mais tranquilo. No início eram grandes sonhos, grandes promessas do potencial desse caminho, e tantas provas que a LIBERTAÇÃO é possível, mas pelo meio, e, depois dos esforços iniciais, e de uma forma muito sutil, algo mudou. Distraíste-te! Como tens de viver de alguma coisa, porque não viver de algo que te faz bem, porque não passar isso a outros? Como serei feliz ao fazê-lo, e trarei felicidade a outros, enquanto continuo a minha busca...que plano fantástico, e continuas alegremente... vais ensinar, vais praticar, abrir um espaço, tantos sonhos e projetos, que te vão drenar toda a tua atenção...e com o tempo as tuas práticas enfraquecem, ou entram em rotina, ou em puro esquecimento. Possivelmente, entraste num grupo ao final de semana, fazes uns rituais muito interessantes, ou até mesmo secretos, muito sérios, depois confraternizas, e dentro de ti tudo na mesma, os mesmos medos... Possivelmente largaste toda a matéria, assumiste uma ordem, vives num mosteiro com as rotinas do dia a dia, com as tuas práticas, mas lá no fundo os mesmos medos...Possivelmente tornaste-te um curador, sem te teres curado realmente, tornaste-te um professor sem realmente teres aprendido, mostras o caminho sem realmente o teres percorrido, afinal qual é o mal, se à tua volta estão todos assim? Não tem mal algum, mas andas apenas distraído, distraído do que é importante, de ti mesmo! Convencido que és real, assim como te reconheces, e por isso este universo deve ser real assim como é reconhecido, submerso neste reconhecimento, continuas impotentemente confuso, e sofres, continuas a sofrer.
Todos os caminhos, todas as filosofias espirituais, falam a mesma coisa, que o sofrimento é uma ilusão, que vem da ilusão, que o mundo é uma ilusão, que apenas quando te realizares estarás além da ilusão, e por consequência além do sofrimento, isto por si só já deveria ser suficiente, mas não é. E caso sejas um buscador mais sério, um daqueles que já não está preocupado com o sofrimento, e que já entendeu o primeiro ponto, que o mundo é uma ilusão, e se pergunta: se o mundo é uma ilusão o que é então a Verdade? Então só esta pergunta seria o suficiente para não te deixar descansar enquanto não fosse encontrada a resposta, mas não é. Dizes, isso é muito bonito, mas as contas, a família, a responsabilidade, a fome, a solidão, a tristeza, e o sofrimento, estão aí! Eu vejo! Eu sinto!
Depois de tanto tempo, nada... Pergunta-te será que queres mesmo quebrar com a ilusão, ou é mais importante pertencer? Será que continua aí o mesmo fantasma? Será que percorres um caminho espiritual, mas continuas com os mesmos medos, medo de ficar só, medo de não ter o que comer, medo de não ter onde dormir, medo de não ter um companheiro, medo disto e medo daquilo. Será que trabalhas mesmo para te libertar da ilusão, ou será que trabalhas para encontrar segurança dentro da ilusão? Constróis e apegas-te ao que constróis, e ainda assim sonhas com a LIBERDADE, e cada vez ela te parece mais um sonho, e cada vez mais te parece que é uma longa jornada, e cada vez mais se multiplicam os desejos, e os medos, e cada vez mais lutas para os aplacar! E como não consegues pertencer, ou seja, continuas a ser rejeitado, então ficas zangado e lutas: lutas contra o sistema, contra a politica, contra a maldade, contra a pobreza, assolado por tantas lutas, e completamente esquecido de ti, transitas pelo universo, eras após eras... lutando apenas contra o fantasma da rejeição, contra essa dor que te oprime, completamente sem ideia de quem és realmente.
Sabes, o teu coração é puro, sempre foi, sempre será, no entanto as “coisas” não são o que aparentam, tu não és o que aparentas ser. Seja lá o que tenhas encontrado que te dê segurança, seja lá o que quer que aches que ainda te falta para estares seguro (a), isso é apenas uma ilusão, uma distração... e vê como é forte! Quer estejas na espiritualidade, na matéria, ou em ambos, a ilusão é a mesma. Ao aceitar os objetivos, aceitas a distância sem questionar. Talvez a tua vida tenha mudado bastante, talvez até tenhas encontrado um grupo com quem te identificas, talvez até tenhas um lar perfeito, mas diz-me, sabes mesmo quem és! Estás Realizado? És Paz? És Alegria? És Plenitude? És?
Como poderás alguma vez pertencer, se o mundo, se é que o mundo alguma vez existiu; existiu apenas em ti? Como poderás ser aceite, se não existe quem te possa aceitar, nem existe quem te possa rejeitar, como poderá ser, se apenas Tu existes? Mas enquanto o foco for a segurança e a aceitação, dificilmente haverá um entendimento destas palavras. Será necessário mudar o foco, e questionar fundo, questionar todos os medos, olhar para eles de frente e conquista-los; todos os medos, até quebrar com a ilusão da individualidade, o “síndroma” que perpetua o ilusório sofrimento. Talvez penses agora: se o sofrimento é ilusório então qual é o problema? E pensas muito bem, não tem problema algum! Apenas... para quem é a ilusão?
Tudo muda e nada muda, pois nada realmente acontece :)
Hummm???!!!... Mais cedo ou mais tarde chegará a hora de questionar.
Em Serenidade,
Satyavan
Pois bem! Muitos problemas se encontram nesta vida, e grande parte desta mesma vida é passada na tentativa de os resolver, muitos deles mais abrangentes já cá estavam antes de “chegares”, e certamente continuarão depois de “partires”...outros ainda, mais próximos, mais íntimos, também estavam à “chegada”, e outros foste encontrando aos poucos...certos problemas, não o eram até um determinado momento e depois passaram a ser, outros eram um problema antes e depois de um tempo deixaram de ser! Estranho não?!... Dá que pensar na natureza das “coisas”...
Ainda assim uma convicção profunda que esses problemas, são mesmo um problema, e que certamente haverá solução! Mas qual é o real entendimento da vida? Por acaso sabes o que estás “aqui” a fazer? Sabes o que é “aqui”? Sabes de onde vens? Para onde vais? Por acaso sabes quem és?
E que tal recomeçar pelo básico?! A vida tornou-se uma confusão, corres de um lado para o outro sem saber para onde vais, corres em busca de algo melhor, sem saberes quem és, desta forma sem saberes o que necessitas, para onde achas que isso te vai levar? Tornaste-te demasiado sofisticado, demasiado complexo; e que tal começar a simplificar?...
Pois bem, a esta altura a tua vida já deu muitas voltas, mas o mais certo é que esteja tudo na mesma, mudaste cores, sabores, saberes, linguagem, imagem, e mais ou menos entretido (a), ainda assim na mesma... Vives em círculos apenas, abanas, sacodes, fazes mudanças, e voltas sempre ao mesmo; por vezes, demoras bastante a ter essa percepção; mas mais cedo ou mais tarde voltas ao mesmo, às mesmas questões, e baixas os braços por um determinado período, e depois começas de novo, mais uma volta, mais um círculo...
Certamente muita coisa mudou, argumentas... talvez tenhas mudado de relacionamento, algo que te oprimia e já não fazia mais sentido; Talvez tenhas mudado de trabalho, que por segurança mantinhas, ou seja pelo cheque no final do mês, cheque esse que alimentava uma série “coisas” que no fundo não serviam de muito, e ainda assim te escravizavam em um trabalho que não trazia alegria alguma, era apenas algo que te esvaziava; talvez tenhas mudado de religião, certamente havia um problema com o outro Deus, e as suas doutrinas...ou melhor ainda, estás na moda, agora não és religioso (a), agora és espiritual, segues uma nova filosofia, ou melhor ainda, uma filosofia antiguíssima, comprovada por milénios...comes diferente, dormes diferente, tens práticas regulares de espiritualização, fazes caridade, és uma raridade... Mas vê bem...mudou assim tanta coisa? Enquanto estás no período da mudança, conhecendo tantas novidades, nem dá para perceber, mas quando arrefece o furor inicial, tudo fica claro. Tanto que possivelmente largaste para trás, e...será que mudou realmente alguma coisa? Aí “dentro”, nessa vivência, mudou mesmo? Vê bem! Será que adianta fazer tantas mudanças se o denominador comum é sempre o mesmo, ou seja, sendo que és sempre o mesmo, será que adianta mudar os contextos? Sabes quem és?
A questão é sempre a mesma, até deixar de ser! Iludido com quem aparentas ser, encontraste-te “assim”, “aqui”, no meio de um turbilhão, que não tinhas como entender, a história foi rolando, e tu com ela, e até hoje rola e nem percebes que a história tem vida própria, não sabes quem és e imaginas ter algum controlo, opções, escolhas, possibilidades... e por todo o lado tantas promessas materiais e espirituais que estás louco (a) por comprar...pois afinal é tudo uma questão de saber, de controlo, e sabendo corretamente, certamente farás as melhores escolhas, ou seja, vais escolher o que vai trazer a felicidade, pois é isso que determina para ti o certo e o errado: o resultado, que é analisado, nesse momento, e de acordo com esse “nível” de entendimento, sem qualquer visão do panorama completo...
No fundo é uma questão bem simples... Sofrimento... Fazes tudo para evitar o sofrimento! Mas o que é o sofrimento e de onde vem? Vem das tuas crenças apenas, de mais lado nenhum, apenas das tuas crenças. Acreditas que és um corpo, um individuo, que está no meio de outros indivíduos, que precisas de amor, que precisas ser feliz, e que para teres este amor , esta felicidade, esta alegria, terás de merecer...afinal foi isto que observaste do mundo, pelo menos daquela pequenina parte que conheces, e é isto o que diz a GRANDE e VASTA maioria... (seja lá o que isso queira dizer)
A grande dor da tua vida tem sido a rejeição, essa coisa tão dolorosa que te priva do amor que imaginas que vem dos outros, e esse é um dos sintomas da verdadeira “Síndrome”... Apenas por causa disso, tudo o que fazes, está condicionado pela aprovação ou rejeição, é sempre a mesma busca, por isso, todos os empreendimentos, materiais ou espirituais, nunca são satisfatórios, encontras uma grande diversidade de opiniões, e alguma será sempre diferente da tua, e o fantasma da rejeição, acaba sempre por aparecer... Quer ainda andes mergulhado nos infindáveis empreendimentos materiais, ou estejas dividindo o teu tempo nos objetivos materiais e nos espirituais, quer apenas te dediques à espiritualidade, e tudo aconteça em torno disso, talvez seja hora de parar e avaliar se esse fantasma não continua por aí, se esse fantasma não contundia a iludir-te?...
No mundo espiritual, se é que não é tudo espiritual, ou tudo material (dependendo da definição de espirito e da definição de matéria), é a mesma coisa, o mesmo principio... A vida levou-te numa grande viajem, de mudanças, abdicaste de tantas coisas, descobriste grandes verdades, mas não as consegues realizar... Encontraste um novo estilo de vida, rodeado de seres mais amáveis, que parece que te compreendem, de uma nova filosofia de vida, mais saudável, e sim, a tua vida melhorou! Quer isto dizer, no teu entendimento, que as experiências começaram a ser mais prazerosas, tudo ficou mais tranquilo. No início eram grandes sonhos, grandes promessas do potencial desse caminho, e tantas provas que a LIBERTAÇÃO é possível, mas pelo meio, e, depois dos esforços iniciais, e de uma forma muito sutil, algo mudou. Distraíste-te! Como tens de viver de alguma coisa, porque não viver de algo que te faz bem, porque não passar isso a outros? Como serei feliz ao fazê-lo, e trarei felicidade a outros, enquanto continuo a minha busca...que plano fantástico, e continuas alegremente... vais ensinar, vais praticar, abrir um espaço, tantos sonhos e projetos, que te vão drenar toda a tua atenção...e com o tempo as tuas práticas enfraquecem, ou entram em rotina, ou em puro esquecimento. Possivelmente, entraste num grupo ao final de semana, fazes uns rituais muito interessantes, ou até mesmo secretos, muito sérios, depois confraternizas, e dentro de ti tudo na mesma, os mesmos medos... Possivelmente largaste toda a matéria, assumiste uma ordem, vives num mosteiro com as rotinas do dia a dia, com as tuas práticas, mas lá no fundo os mesmos medos...Possivelmente tornaste-te um curador, sem te teres curado realmente, tornaste-te um professor sem realmente teres aprendido, mostras o caminho sem realmente o teres percorrido, afinal qual é o mal, se à tua volta estão todos assim? Não tem mal algum, mas andas apenas distraído, distraído do que é importante, de ti mesmo! Convencido que és real, assim como te reconheces, e por isso este universo deve ser real assim como é reconhecido, submerso neste reconhecimento, continuas impotentemente confuso, e sofres, continuas a sofrer.
Todos os caminhos, todas as filosofias espirituais, falam a mesma coisa, que o sofrimento é uma ilusão, que vem da ilusão, que o mundo é uma ilusão, que apenas quando te realizares estarás além da ilusão, e por consequência além do sofrimento, isto por si só já deveria ser suficiente, mas não é. E caso sejas um buscador mais sério, um daqueles que já não está preocupado com o sofrimento, e que já entendeu o primeiro ponto, que o mundo é uma ilusão, e se pergunta: se o mundo é uma ilusão o que é então a Verdade? Então só esta pergunta seria o suficiente para não te deixar descansar enquanto não fosse encontrada a resposta, mas não é. Dizes, isso é muito bonito, mas as contas, a família, a responsabilidade, a fome, a solidão, a tristeza, e o sofrimento, estão aí! Eu vejo! Eu sinto!
Depois de tanto tempo, nada... Pergunta-te será que queres mesmo quebrar com a ilusão, ou é mais importante pertencer? Será que continua aí o mesmo fantasma? Será que percorres um caminho espiritual, mas continuas com os mesmos medos, medo de ficar só, medo de não ter o que comer, medo de não ter onde dormir, medo de não ter um companheiro, medo disto e medo daquilo. Será que trabalhas mesmo para te libertar da ilusão, ou será que trabalhas para encontrar segurança dentro da ilusão? Constróis e apegas-te ao que constróis, e ainda assim sonhas com a LIBERDADE, e cada vez ela te parece mais um sonho, e cada vez mais te parece que é uma longa jornada, e cada vez mais se multiplicam os desejos, e os medos, e cada vez mais lutas para os aplacar! E como não consegues pertencer, ou seja, continuas a ser rejeitado, então ficas zangado e lutas: lutas contra o sistema, contra a politica, contra a maldade, contra a pobreza, assolado por tantas lutas, e completamente esquecido de ti, transitas pelo universo, eras após eras... lutando apenas contra o fantasma da rejeição, contra essa dor que te oprime, completamente sem ideia de quem és realmente.
Sabes, o teu coração é puro, sempre foi, sempre será, no entanto as “coisas” não são o que aparentam, tu não és o que aparentas ser. Seja lá o que tenhas encontrado que te dê segurança, seja lá o que quer que aches que ainda te falta para estares seguro (a), isso é apenas uma ilusão, uma distração... e vê como é forte! Quer estejas na espiritualidade, na matéria, ou em ambos, a ilusão é a mesma. Ao aceitar os objetivos, aceitas a distância sem questionar. Talvez a tua vida tenha mudado bastante, talvez até tenhas encontrado um grupo com quem te identificas, talvez até tenhas um lar perfeito, mas diz-me, sabes mesmo quem és! Estás Realizado? És Paz? És Alegria? És Plenitude? És?
Como poderás alguma vez pertencer, se o mundo, se é que o mundo alguma vez existiu; existiu apenas em ti? Como poderás ser aceite, se não existe quem te possa aceitar, nem existe quem te possa rejeitar, como poderá ser, se apenas Tu existes? Mas enquanto o foco for a segurança e a aceitação, dificilmente haverá um entendimento destas palavras. Será necessário mudar o foco, e questionar fundo, questionar todos os medos, olhar para eles de frente e conquista-los; todos os medos, até quebrar com a ilusão da individualidade, o “síndroma” que perpetua o ilusório sofrimento. Talvez penses agora: se o sofrimento é ilusório então qual é o problema? E pensas muito bem, não tem problema algum! Apenas... para quem é a ilusão?
Tudo muda e nada muda, pois nada realmente acontece :)
Hummm???!!!... Mais cedo ou mais tarde chegará a hora de questionar.
Em Serenidade,
Satyavan
Suas palavras são sabias e carregadas de amor, porem acabam se perdendo entre tantos "ser ou não ser"....
ResponderExcluirParece tão claro para quem fala de fora, porém não imagina o quanto é escuro aqui dentro....
Sou uma pessoa que luto para me amar, e entender o porque de tanta dor, mas a cada psicólogo, médico, remédios, terapias alternativas, florais, yoga ou meditação, tudo volta ao ponto zero : só sei que nada sei.
Não entendo, me perco no entendimento. É claro no inicio, mas se perde no final, e do meu coração as palavras passam a procurar sentido no meu cérebro.
O que poderia ser mais claro para mim? Como poderia ser mais claro?
No silêncio apenas ouço palavras malvadas, que me acertam e machucam, constatando o que sinto ser : uma louca, fraca e inferior.
Olá!
ResponderExcluirAmiga, conheço bem a escuridão que fala, conheço bem esse processo de buscar e não encontrar, de tentar e não conseguir, conheço bem esse desespero de uma luta sem tréguas, que parece que não ter fim, conheço bem até as causas de tudo isso...
E tudo regressa ao ponto zero, no fundo nunca de lá saiu. Conheça melhor esse ponto zero, um dia será ponto Pleno. Antes disso terá de ir fundo nessas crenças que carrega, e ao invés de se entregar às palavras malvadas, entregar-se plenamente a esse silêncio até se diluir nele.
Até lá será mesmo assim, as experiências que vai "encontrar" apenas vão confirmar as suas crenças, pois de fato essas experiências são o fruto dessas crenças, então não poderia ser diferente...
Em Serenidade,
Satyavam
Olá Satyavan, como estou aí? heheehe... Já li diversas vezes este artigo e cada vez que leio o entendo diferente. Me identifico muito com ele pois vejo que já experimentei vários exemplos citados, principalmente o de querer ensinar o caminho sem o ter percorrido... que lástima!! "Cego guiando cegos".
ResponderExcluirMe sinto realmente em circulos a chegar no mesmo lugar como dizes. Pensamentos que sei que irão me fazer mal, insisto em pensá-los.Por que?
Esta semana fui a um grupo de meditação aqui em Volta Redonda, grupo este filiado a Self Realization Fellowship... me senti bem lá, consegui "meditar" mais facilmente do que em casa sozinho... é mais uma experiência.... espero não retornar ao mesmo lugar :).
Estou infeliz em um trabalho que faço, não consigo sentir prazer nele, só o faço pelo dinheiro...gostaria de largá-lo, mas e as contas a pagar??? Mais uma vez que lástima!!! me encaixo perfeitamente em seu artigo... Quando terei coragem de abandonar a ilusão ou saberei o que é abandonar a ilusão? ... No caso do trabalho, se eu o abandono e vou para outro, será que serei feliz alí? Ou será sentir prazer ou buscar o prazer no trabalho atual, visto ser digno do ponto de vista deste mundo!
Será que realmente eu quero quebrar com a ilusão, como dizes... ou quero apenas me sentir melhor?? Melhor até quando?
O que é quebrar com a ilusão?
Desculpe se estou sendo repetitivo
Um garnde abraço
Luiz
Olá amigo Luiz, seja sempre bem-vindo! Quando parar com o conflito consigo mesmo, verá como "tudo" ganhará cores mais suaves... quando se deixar literalmente em paz, verá "tudo" com mais clareza... enquanto continua esse conflito, essa perseguição e cobrança para consigo mesmo, continuará uma aflição que parece não ter saída...
ResponderExcluirAprenda a sorrir para os pensamentos que emergem "aí", e não lhes dê importância, deixe-se em paz, sorria para as cobranças que "aí" emergem, tudo isso são as "ancoras" da ilusão... e não tem valor algum, além daquele que lhe atribui...
A felicidade em nada tem a ver com os cenários, enquanto buscar felicidade nos cenários terá sempre a mesma experiência...
Mas quando, ao invés de buscar a felicidade nos cenários, passar a fazer dos cenários uma expressão da sua felicidade, da sua alegria, então naturalmente, os cenários antigos mudam, nem que seja apenas a seus olhos, mas geralmente mudam mesmo. O valor do cenário, continuará a ser o mesmo, nenhum! Continuará a ser irreal, apenas a qualidade da experiência mudará... Para quem busca conforto, bem-estar, isso poderá ser importante, mas para quem busca a Verdade, será irrelevante, no entanto poderá, deverá até talvez ser uma consequência dessa busca.
A história desenrola-se... toda essa vida com todo esse entendimento, está a mostrar-se vazia de significado, está a mostrar a sua verdadeira natureza, a verdade em si está a romper com tudo isso... nesse percurso o mais natural é que tudo mude, o que aparentemente retarda tudo isso, são os medos, diríamos nós, se por acaso a história fosse o importante, ou pelo menos esse lado da história, mas essa conquista dos medos levará ao despertar. Descubra os medos e conquiste-os, viva-os sem fugas, até que percam a importância! A Alegria está "aí", é "aí", não necessita procurar, liberte-se dos medo...
Em Serenidade,
Satyavan