segunda-feira, 19 de julho de 2010

Conversas com Satyavan - A Hora do Silêncio...

Depois de todas as análises e entendimento, chega a hora da introspecção, do silêncio e contemplação. Contempla o teu ser, Tu És o Uno, a Perfeição! A mente terá de se render ao Divino Silêncio em Ti! Abandona todos os objectivos, ideias, esquece os outros e a ti, e permanece serenamente no teu SER...sem perguntas...sem indagações, apenas serenidade...

Visitante: "abandona todos os objectivos"...não querer, desejar absolutamente nada?
" abandona as ideias".... não pensar absolutamente nada?
"esquece os outros e a ti"..... "sair" da consciência de si, e dos outros?
"permanece serenamente no teu ser"?...... o que resta, o que há para além daquilo que já abandonámos?

Satyavan:
muito interessante a tua pergunta :)
Para lá de tudo o que abandonas apenas restas REALMENTE TU, livre, pristina, não o que pensas de ti, mas quem REALMENTE ÉS, o SER.

Para entenderes, o silêncio também é outro nome do SER e ele mostra claramente... o silêncio é perpétuo, tem propriedade, os sons são perceptiveis pois existe um infinito silêncio como o seu pano de fundo, todo o som emerge e quer ele seja curto ou longo volta a diluir-se no silêncio, pode parecer que o som alterna com o silêncio mas se prestares atenção o silêncio é eterno e mantêm-se mesmo com som, é o pano de fundo que o som usa para se propagar (pelo menos no mundo dos sentidos)...Na realidade este universo é "feito" de luz e som (vibração) não existe silêncio algum no universo, há uma frequência, vibração, som constante no universo, esta frequência não é audível através dos sentidos fisicos, mas pode ser captada diretamente pela mente na mente, quando esta se torna mais sutil (abdicando dos sons mais densos), e é uma das pistas, o traço da realidade na ilusão, pois é a única coisa permanente que existe, existem outras frequências sutis, mas não são continuas. É a este som que os yogues se referem quando entoam o OM, e também o supremo objeto de meditação. O silêncio que consideras vazio é uma vibração muito sutil, e é apenas vazio para os sentidos fisicos...

O VERDADEIRO SILÊNCIO ESTÁ NA AUSÊNCIA DE CONSTRUÇÕES MENTAIS, O SER!

Da mesma forma que o som, todos as formas pensamento emergem e voltam a diluir-se no SER, na Pura Consciência, estes pensamentos na medida em que se densificam em luz e som, de dimensão em dimensão formam todos os universos, todos os objetos (perceptivelmente animados ou inanimados). De acordo com a sua natureza, semelhante reconhece semelhante, pensamentos reconhecem outros pensamentos e sustentam-se mutuamente.
Os corpos reconhecem outros corpos, apenas conseguem identificar os seus semelhantes. Apenas Consciência é consciente de Si mesma.

Sempre que objetivas a consciência estabeleces ilusão! A ilusão apenas é real para ti, porque lhe atribuis importãncia, devido às promessas que ela te faz. Mas quem reconhece a ilusão? O teu corpo apenas vai reconhecer outros corpos, os pensamentos (a mente) apenas vão reconhecer outros pensamentos. Por acaso és o corpo, ou a mente? Ao te libertares de ambos, libertas a conciência (o eu) para se reconhecer a si mesma (o Eu)...

Ao "realizares" percebes que nunca de lá saiste, a melhor comparação em palavras é como mergulhar e tornar-se uno com um infinito oceado de uma imensa e infinita alegria, muito mas infinitamente amorosa...

Para isso terás de abdicar de tudo, até do que achas que és pois isso é uma ilusão e um beco sem saída, mas...
No fundo não abdicas de nada, apenas largas o circunscrito pelo infinito.

No entanto isto são apenas palavras que tentam chegar perto do que está além palavras, essa é uma viagem que ninguém pode fazer fazer por ti... na realidade também não existe ninguém além de Ti, do SER, e tu apenas és o SER.

Conversas com Satyavan - A Intuição é o Caminho!

Visitante: O Caminho é a Intuição?

Satyavan:
Uma mente "normal" apenas reconhece uma intuição se for atropelado por ela! :)

Primeiro terá de haver um respeito e uma entrega por este processo interior...quanto mais se negoceia mais se prolonga o sofrimento, a confusão, todas aquelas coisas... ACIMA DE TUDO TEM DE HAVER A VONTADE!...

O caminho passa por aceitar os designios interiores, essa força que impulsiona, e sintonizar-se muito bem com ela. É um treino.
A mente não será de confiança, pelo contrário, enquanto não houver uma resolução forte de obedecer aos designios superiores, a mente será fonte de dúvida, de conflito, quando se aceita e começa a obedecer, então será um excelente aliado. Todas as fundações onde assentam o eu, serão abanadas, o que poderá por vezes ser bem doloroso. Uma grande dose de coragem, e infinita paciência são essenciais para o caminho, antes de se escolher algo, se não tiver vindo confirmação interior o melhor é ficar quieto, e assim que houver confirmação ou indicação o melhor é colocar em prática!

O ideal é silenciar a mente, existem várias técnicas para isso, e armada de paciência com uma MENTE SERENA esperar as indicações interiores, que não virão quando a mente acha que tem de vir, mas virão quando tiver de ser. Assim que se sentir/ouvir, seja lá como for, deve ser colocado imediatamente em prática. Desta forma tudo o que necessitar virá, um professor, um ensinamento, um livro, uma técnica, uma viagem, O QUE FOR NECESSÁRIO! Sim a Intuição é o caminho.

Conversas com Satyavan - Apenas entendimento não é suficiente!

Pergunta: Quando bato com a minha perna numa cadeira e me faz doer, isso não é o corpo?
Quando contacto consigo através da net, isso não é a mente?

Resposta: Para se entender existem alguns ingredientes indespensáveis, a abertura, a contemplação, mas essencialmente uma disposição em largar por momentos os conceitos pré-adquiridos, e por momentos questioná-los, apenas por momentos, abrir-se a algo novo. Mas mesmo com entendimento não é suficiente, é preciso silêncio ou seja uma mente serena, aberta para que a realidade se revele, e isso sim dá algum trabalho. Especulação não dá trabalho algum, a mente adora especular, mantem-se em movimento...Uns acham que isto que digo aqui é muito bonito, mas não entendem, outros acham uma barbaridade, não entendem, poucos são os que realmente entendem, mas existem muitos que sabem e entendem, e esses trabalharam nesse sentido, e todos dizem e disseram a mesma coisa, de formas diferentes mas a mesma coisa...não poderia ser diferente... Vejamos agora o que perguntou:
Quando bato com a MINHA perna... (porque não dizer: quando bato na cadeira sendo que se considera a perna)? Minha...quem tem a perna? Quando usa o seu carro também se confunde com ele? Concerteza que não...
Quando me refiro a corpo refiro-me ao complexo corpo mente: é mesmo o corpo ou uma consciência que usa o corpo para determinados fins? É a mente ou usa a mente? É um pensamento ou umas vezes pensa, outras vezes observa os pensamentos? Quem observa os pensamentos da sua mente? Já agora para dizer sua mente, como diz o seu corpo, quais são os limites da sua mente? Onde é que ela começa e onde é que ela termina? Passamos tanto tempo a questionar as complexidades do universo, e as mais simples e mais importantes tomamos como certas. Quando está a"sonhar" para onde foi o seu corpo real? E quando está "acordado" para onde foi o seu corpo de sonho e todos os outros corpos e mundos por onde andou no sonho? Ao libertar a sua identidade do corpo e da mente e de qualquer coisa, desta forma permanecendo realmente em silêncio, vai começar a entender, e a realização será apenas uma questão de tempo. Enquanto estiver agarrado a todos esses conceitos, terá os mesmos resultados que já conhece. Daqui deste lado o intuito é ajudá-lo nesse sentido, despertar-lhe essa curiosidade, não tenho qualquer interesse em filosofar ou trocar idéias, faço o que tem de ser feito, por que tem de ser. Mas acima de tudo sei que está tudo bem somos todos a mesma essência, então faço de forma descontraída...
Sei que muitos não entendem, por isso vou repetindo...tanta vez a jarra vai à fonte que um dia deixa lá a asa :)
É assim amigo, não menosprezo o sofrimento do mundo pois conheço a sua causa, apenas contribuo para tratar a causa... mas a doença é uma escolha tal como a cura, e cada um tem o direito a escolher...ninguém salva ninguém, cada um faz por si...
Repito o entendimento não cai do céu, não se trata de acrescentar ao que existe, mas libertar-se do que existe como entendimento...
Em amor explico, exponho, cabe-le a si decidir se lhe interessa ou não, o que quer que decida está bem meu amigo...Seja lá qual o caminho que escolher eventualmente chegará lá, ao tal "Céu", nunca de lá saiu, sempre e apenas É! Se tiver dúvidas com todo o gosto esclarecerei, como dizem aqui se achar uma bobagem, ehehehe também está tudo bem meu amigo. É fazer o seu caminho que é importante, o dos outros pode dar alguma referência, mas não serve de nada. É o seu caminho que é importante, e aí está a alegria...seja lá como for está tudo bem.

Conversas com Satyavan - A tua Natureza é Perfeita!

Tudo vem da Perfeição, tudo vai para a Perfeição, desde sempre apenas Perfeição, Perfeição Absoluta é tudo o que existe! Se não reconheces esta Perfeição, em ti ou nos outros, trata-se apenas da tua percepção, corrige-a e sê Feliz!
Das maiores fontes de sofrimento são as criticas a si mesmo e aos outros. Quem é o crítico? Em que se baseiam as críticas? Criticas sem saber, sem realmente te conheceres, e sofres, sofres sem parar...

Gostaria de ser melhor... Deveria ser mais compassivo...Não quero ter ódio...Não quero sentir ciume...Não quero sentir raiva...Não quero estar carente...Não quero sofrer...Não sou capaz de fazer isto...Tenho que ser melhor...Tenho que me libertar...Tenho de mudar...Tenho de ser melhor para o outro...e que grande lista, que nunca mais acaba...

O passado e o futuro são apenas a tua imaginação! Não existe nada além da tua memória... sim eu sei que já sabes isto, mas porque razão teimas em te massacrar?
Esse hábito está muito forte, pois repetes sem parar! Apenas existe este momento, e ele é perfeito. Tudo o que és neste momento é perfeito.
A tua visão é reduzida, não tens ideia do todo, todas as tuas ações são perfeitas, tudo faz parte de algo maior. Aprecia a pequena tela que tens à tua disposição, liberta-te de responsabilidades, entende e aceita a perfeição do momento, esquece o passado e o futuro.

Tu És Perfeição em movimento, exactamente assim como estás!
Sorri, para o que consideras fraqueza, sorri para o que consideras imperfeição, entende que todas essas ideias, são o mais puro fruto da ilusão!

Entra em paz contigo e com o mundo, treina os teus olhos para reconhecer a beleza, despe-te dos teus preconceitos, simplifica é essa a tua natureza!
Entra em paz contigo, que entrarás em paz com o mundo!

Conversas com Satyavan - O Amor dos outros é uma ilusão!

Visitante: eu ontem tava assim triste cmg por nao melhorar rapidamente certos defeitos que cometo... mas faz sentido para mim a tua explicaçao...

Satyavan:
Mas sabes amiga, esse entendimento vale de muito pouco ou nada...precisas de ir além disso, além desse entendimento vazio...precisas confiar em tudo o que sabes, e acima de tudo confiar em Ti. Uma flor antes de estar aberta e perfumada, ela passa por muitas fases, e todas elas fazem parte da flor, todas elas têm o seu perfume, em fase potencial, mas está lá, e para crescer precisa do sol e dos nutrientes...imagina se a flor parasse a meio do crescimento e começasse a questionar: "Mas que tipo de flor és tu que nem pergume, nem pétalas tens?? " Insano não é? O amor dos outros é uma ilusão e enquanto te negares o teu próprio amor, geras dependência pelas promessas de amores alheios, e abres a porta ao sofrimento, aumentando ainda mais a baixa auto-estima. Não tens nada que julgar, se pudesses fazer melhor concerteza tinhas feito, é assim com todos. O que precisas é do teu amor, do teu carinho, o que vier de fora poderá acrestentar... mas que diferença faz ao oceano, uma gota a mais, ou uma gota a menos? Neste momento estás em crescimento e cada fase é perfeita, sonhas apenas com o resultado, sofres e perdes a melhor parte que é processo... Se tens dificuldade em amar-te é porque não te conheces, passa mais tempo contigo e o amor para contigo será irresistivel :)
Tens muitas ideias acerca de quem és, mas nenhuma concreta...Os corpos são apenas instrumentos de uma vontade maior, a "Tua" vontade...não tens como controlar, nem para o melhor nem para o pior...tudo isto é apenas para o teu entretenimento, não desperdices o teu tempo assim. Os acontecimentos são como têm de ser, não como achas que deve ser, e um dia mais tarde, quando acabares de desabrochar, vais perceber a beleza de todo o teu processo... Todas as tuas fontes de tristeza serão apenas fontes de alegria, reaprende a ver!

Conversas com Satyavan - Saber quem És não é suficiente!

Saber quem és não é suficiente! É preciso o fogo da vontade da libertação! Hoje em dia tudo se pode saber pela internet. Mas a experiência Real vem pelo fogo da vontade da Realização! Esse fogo reduz a individualidade a cinzas, e o Supremo brilha livremente! Senão encontras esse fogo, usa as faíscas do fogo da sabedoria
dos sábios e acende o teu.

Real saber não é um estado mental! Saber é SER!
Saber acerca do Teu SER Real dá-te paz, esperança, e tranquilidade. Mas existe esse fogo interior pela libertação da ilusão? Existe uma força superior a ti, que te força a romper com a ilusão? Será que te dá uma certa paz e satisfação no nível mental, ajudando-te a suportar a "vida normal"? Existe esse Fogo? Procura esse fogo! Começa o teu fogo! E ARDE! Queima toda a ilusão e permanece no teu Real SER!

Visitante : não é facil, é necessario despirmos os velhos conceitos de que fomos vestidos durante anos a fio. E no entanto um exercio diario,o qual deve ser individual e com MUITA FORÇA E VONTADE de querermos e aceitarmos sermos o que somos sem auto limitaçoes ao parecer e à influência de outro. COM AMOR TUDO SE FAZ.

Conversas com Satyavan - Razão e Intuição

Pergunta: Não pode ser através da razão?

Satyavan:
"Tu És a Verdade!"

Não o que achas de ti, não o que a razão te diz que és, Tu És/Estás além do teu entendimento... Se a mente/razão não conhece o destino, que participação poderá ela ter, além da receptividade? O que é a razão? Em que se baseia? Quais os alicerces da razão? Tem algum fundamento real, alguma propriedade? É preciso ter isto em consideração, depois de termos isto entendido, então tudo será claro, não haverão mais dúvidas ou questões...

A Verdade não é algo alheia, estranha, diferente de ti. TU És a verdade, desta forma o quê e onde podes procurar?

Tudo se pode e tudo se faz, é tudo uma questão de comprometimento, momento, e dedicação...
Enquanto permanecer a ilusão da existência separada, a ideia que se é um corpo, haverá uma tendência a negociar, haverá uma falsa sensação de escolha, de controlo, no entanto, e em algum momento da vida, as coisas se mostram como realmente são...
Até lá a espiritualidade poderá até ser um exercicio de estilo, uma escolha, ou forma de viver, mais clean, mais saudável, ainda assim...

A amiga não é o que imagina ser. Permaneça atenta, quieta em si, aquiete a mente, e em silencio espere...tudo será claro....
Não existe qualquer busca exterior, interior, caminho, ou escolhas a fazer. Permaneça em serenidade, e tudo será claro. A Paz é o seu estado natural...apenas permança tranquila...tudo será claro!

Conversas com Satyavan - O que andas a fazer com o teu tempo?

O que andas a fazer com o teu tempo? Tens reduzido as construções mentais e permanecido cada vez mais em vigilia na tua vacuidade mental, ou continuas a vaguear na ilusão das vivências, experiências, na busca infindável do aconchego, do carinho, do amor, negando conscientemente a Eterna e Infinita Fonte de Alegria que És? O que andas a fazer com o teu tempo?

Isto é muito importante! Nesta esfera o tempo passa, ou seja, há uma sucessão dos acontecimentos... e durante esse tempo onde está o teu foco? Ainda achas que podes escolher isto ou aquilo? Essa é apenas uma ideia que te faz sofrer... Se divides os esforços como pretendes obter equanimidade, serenidade interior? Mergulhas na ilusão em busca das suas falsas promessas, como esperas realizar a Realidade? 2% de foco na vacuidade mental e os restantes 98% nas ilusões = ? Usa o teu descernimento! Onde está o teu foco?

A dificuldade continua a ser o largar da individualidade, dessa convicção que se é um corpo! Não se consegue pensar sem ser em termos do corpo, e aí está toda a confusão... Então a perpectiva é sempre do corpo, a busca exterior versus a busca interior, dentro de mim e fora de mim, etc... Tu não és um corpo, mas todos os corpos estão em Ti. Tu És a identidade livre de qualquer identificação com corpo, mente, condição, acontecimento, e isso é o 'Céu" está por todo o lado e tudo está nesse "Céu"...o céu e o inferno, estão nesse céu, a felicidade e o sofrimento estão nesse "Céu"... a dualidade nasce da indentificação do Eterno Eu com os fenómenos (corpo, mente), no entanto é apenas uma ideia, tal como o sofrimento é apenas uma ideia! A conversa torna-se repetitiva pois não há muito a dizer realmente, apenas diferentes formas de dizer a mesma coisa. Reconheça o "Céu" aqui a agora!

Conversas com Satyavan - Liberta-te de todas as idéias a teu respeito!

Liberta-te de todas as ideias a teu respeito. Não procures nada, aceita tudo! Aceita que nada sabes a teu respeito, e permanece na serenidade do teu ser, não cries nada apenas permanece tranquilamente, pelas 5 portas sensoriais e pela mente apenas vem sofrimento, por vezes assemelha-se a felicidade, mas é apenas sofrimento! Permanece tranquilo em Ti, livre de construções mentais, ideias acerca seja lá do que for, até mesmo desse estado e gradualmente a ilusão desaparece e Tu Revelas-te a ti.


Pergunta: Faça-me um favor e aquí e alí mostre às pessoas os caminhos, os passos a dar, um a um. Mas explicados para ignorantes, como eu!
Meu amigo, muitos ficam pela fé porque não conhecem a realidade, não sabem como avançar.
Quer ajudar?

Satyavan:
Compreendo a sua questão, entenda que não faço outra coisa senão explicar o caminho. Mais simples que isto é impossivel...Imagine uma infinita tela branca com um minusculo pontinho no meio, esse pontinho sente-se só e busca outros pontinhos para lhe fazer companhia, para lhe dar o amor (brancura) que ele sente que faz parte dele! Mas nunca é suficiente, e nunca é permanente como ele sente que deveria ser...Então um outro ponto aproxima-se deste ponto e diz-lhe: (História nº1) Deus é uma infinita tela branca e tem infinito amor (brancura) para te dar, entrega-te a Ele e ele cuidará de ti! Então ele entrega-se a Deus gradualmente, umas vezes melhor outras pior, aceitando os Seus designios e desafios, e com isso vai crescendo, ou seja vai libertando-se das suas limitações, da sua atrofia pessoal, começa então a sentir e a receber o tal amor (neste caso a brancura)...depois de uma longa relação de amor e confiança com Deus, o nosso ponto amadureceu e encontrou o que tanto buscava, Deus então diz-lhe: percorreste um longo caminho comigo, mas entende não existe diferença entre Eu e Tu, quando Eu apareço como um grande ponto, pareço diferente de ti, no entanto a nosso essência é a mesma, todo a brancura está dentro de ti, e como o pequeno ponto tem tanta confiança, ele acredita e realiza a sua brancura...(the end)

História nº 2 - Um ponto que sabe a sua verdadeira natureza, que sabe que é a tela branca, chega perto do outro ponto que se imagina só e diz-lhe: Olha lá meu querido ponto, estás triste e só, mas por acaso sabes que és? Sabes que choras de sede e és grande fonte de água! E o pequeno ponto diz: Quem és tu? E como é isso possivel? Não entendo nada? E o outro ponto diz: poderei explicar um pouco, no entanto terás de ser tu a investigar, tu já és o pano branco, que brancura é que buscas afinal, se és a fonte de toda a brancura! Mas e como chego lá? Diz o pequeno ponto... e o outro coça a cabeça sorri enquanto pensa: se acabei de dizer que já és, qual é o caminho que achas que é necessário para chegar até ti??? enfim continuando e agora em voz alta: Olha tens imaginado que és um ponto, tudo bem, mas qual é a tua cor? O outro responde: Não sei! Então busca! diz o ponto que sabe...busca descobrir a tua côr! O outro ponto pergunta: Como faço isso? E o outro ponto responde: Para de imaginar a tua côr e as cores de todos os outros, liberta-te da tua imaginação (pensamentos) e vê as coisas como elas são e não como as imaginas, vai demorar algum tempo pois tens um hábito muito forte de te identificar com o que imaginas, mas começa que chegas lá! Pois se já és o tempo e o caminho são apenas ilusões na tua imaginação, liberta-te um por um de cada conceito que a realidade de reabsorverá!
Desculpe a improvisada, espero que ajude a clarificar... e mesmo que não saiba como, não tem mal...Liberte-se amigo da necessidade do caminho, afinal nunca de lá saiu...
Não acredita, investigue quem realmente é! Não nos livros mas onde o amigo está! Aí mesmo! Permaneça aí em si, e não vá para mais lado algum! Sempre que se mover, fique quieto, não saia de si! Fique aí o tempo suficiente, e tudo será claro! Desculpe não passar a morada, mas não me parece que o google maps tenha esta rota...:)

Conversas com Satyavan - A Tristeza se for longa é uma benção!

Visitante: Mas a tristeza apodera-se de mim e não me deixa experienciar esse fogo de que fala...

Satayavan: Não me entenda mal, tente entender as palavras...

A tristeza se for longa é uma benção!

Um monte de castelos se constroem na areia, que um dia vem o mar e leva embora...assim é esta experiência, neste e nos outros planos, não tem grande diferença. Enquanto o ser anda iludido com tudo o que o rodeia, anda embriagado com as promessas da felicidade fora. As decepções, são choques de realidade, são bençãos e não castigos, que levam a um gradual baixar dos braços! Óptimo, que Felicidade na decepção! Terminou o propósito para fora, não tem mais. Nada mais satisfaz, não existe motivação para continuar! Perfeito!
Agora amiga, ainda aí está, com essa tristeza, ainda aí está!
Não acredita mais em promessas da vida, e ainda aí está! A aparente morte da personalidade, é como se fosse o ressussitar do espirito. Permaneça aí, olhe bem para a tristeza, olhe bem de frente, não fuja, não pensa acerca da tristeza, apenas olhe para ela, agora olhe para quem olha...olhe para si, e olhe novamente para a tristeza, não pense nada, não pense na tristeza, apenas a observe, agora olhe de novo para o observador, olhe para si, não pensa em si, não pense em quem olha, apenas olhe para si; olhe de volta para a tristeza, olhe a tristeza de frente, sem julgamentos, sem questionamentos, sem raciocinios, olhe em serenidade a tristeza, e agora olhe novamente para si...fique consigo agora, olhe para si, não pense em nada, observe a consciência que observa, olhe para o seu eu mais intimo, sem julgamentos, sem distrações. Se a tristeza vier, deixa a vir, observe-a durante um tempo, e depois volte para si, para a consciência que observa e permaneça aí. Gradualmente passe mais tempo consigo, nesse espaço intimo real. Esqueço o mundo e as suas promessas e fique aí! Encontrará toda a alegria nesse espaço, é só uma questão de tempo...Não procure nada, não regeite nada...

Conversas com Satyavan - A Perfeição é inerente à Existência!

A Perfeição é Inerente à Existência! Existir é Perfeição! O Reino do Pai é aqui! A Paz não é um estado mental, não é produto de uma transformação pessoal, mas o reconhecimento de quem Eu SOu Realmente. Quando aprendo a abrir mão da minha individualidade e permaneço nessa espaço de 'indefinição', os equivocos gradualmente se desfazem, quando faço isso durante o tempo suficiente, o Ser Supremo manifesta-se como a Infinita Expansão do 'eu' que antes era limitado ao corpo. Nada tem a ver com o corpo ou a mente. Nessa ilimitada expansão percebemos que o reconhecimento do eu, como o corpo nada tem a ver com a realidade. Tu já és o Ser Supremo, e isso será claro, é só uma questão de tempo, no entanto o tempo é apenas deste plano, que importância tem isso quando És o Ser Intemporal. Somos todos Um, ou neste caso, Um somos todos... Não existe uma busca real, pois não existe jornada real! Apenas o ego busca a salvação, pois realmente está perdido... Este já é o Reino do Pai, sempre esteve aqui! Não se trata de encontrar a paz, mas sim de remover o que está a perturbar essa paz...mas tudo isso é imaterial... quem se queixa?! A personalidade, dura uns breves instantes na criação, a criação dura outros breves instantes, apenas o Ser Supremo existe, e se expressa na criação de Si Mesmo, divertindo-se no jogo da Sua suposta ignorância... O mesmo conceito mais ou menos elaborado nasce em "cada individuo" ou corpo consciente, apenas o corpo parece diferente, mas o ser que por ele se expressa é o mesmo... Não existe nenhum caminho, salvação, Mestre ou discipulos....Apenas o Ser Supremo que nesta brincadeira assume diferente papeis, estando aparentemente neles, mas muito muito além deles... Não precisas fazer nada, está realmente tudo bem! Descontrai, não existe nada nem ninguém além de ti! Tat Tvam Asi

Conversas com Satyavan - Porque será que continuas na seca espiritual?

Da ignorância acerca do Teu Real SER, nasce a individualidade, e dela brota o apego, e o sofrimento começa! O apego é sofrimento garantido, seja lá a que for que estejas apegado, mais cedo ou mais tarde, garantidamente será sofrimento! Ao reconheceres a Tua Verdadeira Natureza, o SER, regozijas em Ti! Tu És o Uno, o Todo, tudo emerge e está em Ti! A que é que te podes apegar, do que é que te podes desapegar?

O apego nada tem a ver com amor pelos outros, se é que tem alguma coisa a ver com amor, podemos dizer que tem a ver com o amor por ti mesmo. Geras apego às pessoas, objetos, às tuas fontes de alegria, bem-estar, prazer e felicidade seja fisica, emocional ou mental. Não que seja por amor ao outro, mas ao amor que o outro de dá, ou à promessa desse amor (satisfação)!

Enquanto houver este apego à individualidade, o sofrimento será certo e constante. Nenhum ensinamento ou caminho será suficiente! Ouve-se falar na ilusão do mundo e do eu, e na melhor das hipoteses pensa-se que faz todo o sentido...após este pensamento retomam-se as atividades da mesma forma que antes como se não tivesse havido algum entendimento. Tudo gira em torno da individualidade e isso gera aridez espiritual, e o ser nem encontra paz (entenda-se satisfação) no "mundo material", nem no "mundo espiritual". O apego à individualidade e todos os outros apegos estão na base do sofrimento, e enquanto a sua verdadeira natureza não é revelada, o ser regeita qualquer sabedoria. A grande maioria dos seres mesmo que na espiritualidade, não querem realmente saber do espiritio, apenas o buscam pois existe uma promessa de felicidade, alegria e prazer, a plenitude! Querem o conhecimento pois ele trás a promessa de controlo, superioridade, ou até status espiritual, mas a sabedoria simples e direta é regeitada, pois aparentemente não há lucro aí! Quando ouves um ensinamento ele é analisado e aceite ou regeitado por quem? Pensa nisso! Quem é o sensor que analisa os ensinamentos espirituais, não é o mesmo causador dos problemas em todas as esferas da tua vida? Porque será que continuas na seca, ou "avanças" a passo de caracol? Porque será que ainda existes "assim"?

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Verdadeira Liberdade não é fruto de entendimento! Mas o Verdadeiro entendimento é o fruto da Liberdade!

Quando há um chamado interior, a vida tal como a conheces começa a perder o sabor, a confusão, o desassossego, a frustração, a inquietude, a insatisfação, e a tristeza instalam-se! Não há ideia do que se passa, do que fazer, para onde ir, sem razão aparente, a vida parece sem sentido...encontras poucas pessoas com quem podes realmente falar, menos ainda compreender, e raras as que te podem ajudar...

As pessoas vão até dizer que é normal, que é apenas uma crise temporária, passageira, ou até que estás louco (a), deprimido (a), que precisas de ir ao médico, e sem fé em ti, vais começar a seguir alguns concelhos, na tentativa desesperada de encontrar uma saída...à tua confusão pessoal vais juntar a confusão dos outros, e as coisas apenas tendem a piorar...Vais encontrar muitos médicos, religiões, ensinamentos, a grande maioria vazios de significado real, vazios de algo que te REALMENTE possa ajudar...Para que alguém te possa ajudar, terá de ter feito o camnho que estás a começar a caminhar, e terá de ter chegado ao destino final, senão apenas são CEGOS QUE GUIAM CEGOS! Ninguém sabe realmente para onde vai!

Obrigado pelas circunstâncias, enganado pelas tuas ideias e pelas dos outros, terás de aprender a ouvir o teu Ser interno, a tua intuição, o teu coração. Aprender a ouvir e a obedecer a voz da tua intuição É O ÚNICO CAMINHO! A tua intuição vai mostrar o caminho, por vezes um caminho bem duro, trazendo os obstáculos e também as soluções, e as pessoas certas para te guiar naquele determinado momento. De acordo com cada momento de expansão do teu entendimento, haverão os ensinamentos e os professores apropriados; na medida em que a consciência expande, os ensinamentos, os professores, as opiniões, os caminhos, todos tendem a mudar...na medida em que te desapegas e segues em frente, sempre de acordo com o teu ser interno, com a tua intuição, a paz vai tornar-se firme, a alegria vai intensificar-se, a felicidade será constante, todos estes frutos virão apenas da árvore do entendimento baseado na própria experiência...depois de todas as limitações conquistadas, e com paz no teu coração, com um sorriso nos lábios, estarás pronto para o destino final, quando a Suprema Entrega for Perfeita, a Suprema Revelação acorrerá!

Em Serenidade Satyavan

sexta-feira, 7 de maio de 2010

EU SOU o que EU SOU... aqui e agora

EU SOU o que EU SOU, e estou aqui e agora, não há lugar onde Eu não esteja! Então que busca é essa por esse "Eu"? Palavras como transformação, mudança, purificação, Entrega são utilizadas, para falar sobre o que está além das palavras! Não há nenhuma busca, não existem dúvidas, nem certezas, não existe o bom, nem existe maldade, nem eu, nem tu existes, por todo o lado uma grande ilusão. Não há como escapar da ilusão! Tentar escapar da ilusão, é a ilusão, é como tentar escapar de um sonho, não podes escapar de um sonho, quando acordas do sonho percebes que o sonho, e o sonhador eram uma ilusão. Apenas "EU" existo, e Eu SOU Eterno, Infinita Consciência, Eterna e Infinita Existência, o Ser Supremo, e EU SOU e Estou ... aqui e agora!

Em Serenidade,
Satyavan

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Como vai a jornada espiritual?

Existe muita conversa acerca de espiritualidade, acerca do desvelar interior do Divino, mas a questão é: o que estás realmente a fazer nesse sentido? O teu coração arde intensamente pela realização Suprema? A tua vida gira em torno desse objetivo?Aplicas-te diariamente na busca pelo Divino? Ou o teu Sadhana tornou-se mecânico? Apenas repetição de exercícios? Apenas o sentar durante um tempo específico com uma técnica específica? Será que apenas reuniste algumas técnicas deste-lhe um nome diferente criando um método novo, um novo sistema que agora estás demasiado ocupado a promover, esquecendo o mais importante? Qual é a tua prática diária? Como vai a tua paz interior? Como vai o amor na tua vida? És uma fonte de paz e amor na vida dos que te rodeiam? Como vai o teu contato interno? Estás realmente dedicado ao teu propósito mais elevado, ou perdeste algures o teu caminho? Se a tua alma não clama todos os dias pela Suprema Realização, isso significa que apenas mudaste uma ilusão por outra ilusão, mais espiritual, mas ainda assim uma ilusão, e para ti a espiritualidade não será nada mais do que palavras bonitas, sorrisos agradáveis, momentos de relaxamento , reuniões de grupo, retiros de final de semana na praia, workshops, etc. E o sofrimento, e o vazio vão seguir-te como uma sombra, mais cedo ou mais tarde, ao longo do tempo, e vai mesmo ser considerado normal! O caminho espiritual trata-se de terapia? Trata-se de ter um corpo relaxado e uma mente relaxada para fazer face à vida e lutar pelos prazeres sensoriais! Estás realmente no caminho do silêncio interior, paz e comunhão com o Divino? O que está realmente a acontecer aí dentro, se quiseres realmente saber, basta que coloques a questão internamente, para ti mesmo, e se, ao leres estas linhas a resposta não veio já como um sentimento ou um pensamento, então dá um de tempo, e a resposta virá. Como estás a usar o teu tempo? Esquece toda a conversa da personalidade e vira-te para dentro, vai até a fonte! Não te contentes em sonhar acordado, permite que aconteça para ti! Tu És o Ser Infinito, O SER Supremo. Acorda desse sonho!

Em Serenidade,
Satyavan

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Processo da Meditação

A meditação é um estado natural de serenidade interior e comunhão com o todo. É a nossa verdadeira natureza! E Esta é uma jornada de volta para essa Serenidade e Plenitude Interior.
Hoje em dia muitas pessoas estão a acordar para a necessidade de trazer a meditação para as suas vidas, o nível de ruído e agitação, no dia-a-dia, tornou-se tão grande que ficou insuportável. E é aqui que começa uma longa caminhada de volta ao Eu. Quem começa a meditar, começa por perceber que é difícil de manter a regularidade, que é difícil meditar mais de 20 ou 30 minutos, só não consegue entender o porquê, e acaba invariavelmente por desistir, ou manter-se numa prática bem superficial, trazendo poucas mudanças para a sua vida. Patanjali, quando estruturou o caminho de ascensão Yogue, começou por Yama (princípios éticos – a não-violência, a verdade, a integridade, a contenção, e a generosidade) e Nyama (a prática da pureza, do contentamento, da auto-purificação, do Auto-conhecimento, e da Devoção e Entrega ao Divino), depois disto estar a ser praticado então o começar a prática dos àsanas, os pranayamas, depois pratyahara, e após isto então Dharana (concentração) Dhyana (meditação) e Samadhi (de volta ao infinito). Isto não quer dizer que não se possa passar logo para a prática da concentração e da meditação, quer dizer sim, que todas estas etapas vão ter de acontecer antes que a meditação seja possível. É preciso esclarecer que a meditação é algo que vai acontecer, quando estiverem reunidas todas as condições. Ou seja, não é algo que se faz, é algo que Acontece, até lá praticamos a concentração. Sendo a serenidade, a paz, o amor, a harmonia, a equanimidade, a alegria de Ser, o nosso estado natural, então o caminho é o retirar de tudo o que está a perturbar essa paz, ou seja: noção equivocada de quem és, a identificação com os corpos inferiores, os hábitos negativos de comportamento, desejos e apegos sem fim, etc. Iniciar uma prática de meditação é iniciar uma jornada de transformação profunda, que vai transformar por completo a tua existência física, energética, emocional, e mental. Ou pelo menos o que conheces da mesma. E é aqui que começa o problema, queremos que a nossa vida melhore, que tenhamos melhores relacionamentos, que a vida seja mais gratificante, queremos ser felizes, mas não queremos mudar. Tudo menos isso. Achamos que estamos bem, que quem está mal são os outros, que temos tido azar na vida, que somos vitimas de uma conspiração cósmica...Tudo menos aceitar a idéia que necessitamos de mudar, que não nos conhecemos, que não temos consciência de nós, nem das nossas ações, nem do impacto que temos no mundo em nosso redor, e que a vida tal como a conhecemos, como a temos vivido, tem a ver com a nossa postura, e é por aí que tem de começar a mudança; e isso já começa a ser o processo meditativo. Arma-te com amor, com compaixão, com coragem, com audácia, e prepara-te para um épico interior à conquista da Tua Paz, à conquista de Ti. Quando te sentas para meditar com consciência do que estás Realmente a fazer, então o processo de expansão de consciência acelera, e de dentro, começam a vir as ansiedades, as emoções reprimidas, as dores, as raivas, os ódios e os ciúmes, todo o tipo de impurezas físicas, energéticas, emocionais e mentais, começam a manifestar-se, e o que tens a fazer é simplesmente ficar quieto, sem reagir. Por isso te é dado uma técnica de meditação, e qualquer uma serve, deves de continuar sempre com a técnica, independentemente do que estiveres a vivenciar interiormente seja agradável ou desagradável, não importa. Sempre que te perceberes distraído, traz a tua concentração de volta para a técnica, este é um treino que terás de fazer ao inicio. Depois será natural. Muitas vezes terás vontade de levantar, mas fica quieto, e verás uma agonia profunda que se levanta de dentro de ti, observa-a é só mais uma parte do equívoco, liberta, deixa ir. Depois de um longo processo de libertação de todos os equívocos acumulados até agora, a serenidade interior vai começar a manifestar-se, e ai sim começa a verdadeira viagem de regresso à Essência, o recuperar da Nossa Consciência Cósmica, a diluição no Infinito. Ao inicio é importante que busques quem te possa ajudar, quem já tenha passado por esses processos, isso vai ajudar-te a longo prazo. Depois que despertares tua intuição, o teu contato interno, então poderás seguir tranqüilo, tendo toda a ajuda dentro de ti. Não existe outro aprendizado que não seja pela prática. A teoria de nada serve sem a prática, e a prática é o que importa mesmo sem teoria. Saber acerca do assunto sem praticares, ou com uma prática irregular não adianta de nada. Dá uma oportunidade a Ti Mesmo. Mergulha, vai fundo em Ti, Conhece-te, cultiva a Serenidade, Descobre o Amor, permite-te a ser feliz.

Em Serenidade,
Satyavan

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os Desejos – O Pano de Fundo da Experiência Relativa

O que quer que estejas a vivenciar tem a ver diretamente com o que buscas do mundo. Não há nenhuma outra razão para estares a aqui, além da satisfação dos desejos que acumulaste até agora. Toda esta realidade subjetiva serve esse propósito. Não existe mais nada que te prenda, do que os teus desejos. Achamos que temos uma grande visão da vida, que entendemos a realidade, no entanto, estamos limitados pelo buscamos, e o nosso entendimento da realidade, reflete apenas a nossa realidade subjetiva. Esta realidade subjetiva acontece apenas na nossa mente. Vejo o que posso de acordo com o que desejo. Dia após dia encenamos esta peça, atribuímos-lhe valor, vivenciamos o drama, a comédia, a tragédia, a aventura, o romance, que belos atores que nós somos.
Não existe morte, não existe nascimento, não existem outros além de mim, apenas uma Serenidade Absoluta, apenas um Oceano de Pura Consciência Cósmica, Pleno, Sereno, Imortal, Perfeito. A ilusão da separação, a busca desta plenitude, juntamente com a identificação com o corpo (conjunto do corpo físico, energético, emocional, mental) impele-nos nesta jornada em busca desta bem-aventurança, erroneamente através dos órgãos sensoriais, de dentro para fora.
O teu corpo é apenas um objeto na Tua mente, é uma criação da Tua mente, apenas existe na Tua mente. Todos os objetos que reconheces além de ti, fora de ti (pai, mãe, filhos, companheiros, casas, carro, dinheiro, etc) são apenas objetos na tua mente. E a tua mente existe no Self, este Self És Tu. Desta forma todos os empreendimentos na busca da plenitude como algo fora de ti, estão destinados ao fracasso, pois nada existe além de Ti. Nada trará plena satisfação, faltará sempre alguma coisa, e frustração será sempre a sua marca. Aprendemos que a felicidade é um estado continuo de excitação que ocorre após o contato entre objetos, entre o nosso corpo, e os objetos além e fora do mesmo. Nada poderia estar mais longe da realidade. Este contato aparente entre os objetos gera excitação, que podemos interpretar como excitação positiva, ou negativa, de acordo com a natureza dos objetos, ou seja, de acordo com a natureza do primeiro objeto (teu corpo), e de acordo com a natureza dos outros objetos (objetos além do teu corpo). A Felicidade é um estado de Serenidade absoluta, de ausência de excitação, de Plenitude, resultado da Auto-Realização, a única coisa pela qual vale a pena Almejar.
Pela lógica, excitação e serenidade são conceitos opostos, sendo que, irritação, nervosismo, exaltação, afervoraramento, estímulo, agitação, são sinônimos de excitação; e, tranqüilidade, pureza, calma, são sinônimos de serenidade. Completo, cheio, inteiro, satisfação, contentamento, perfeição, são sinônimos da palavra: plenitude. Desta forma não te iludas com os estímulos sensoriais, com os contatos entre os objetos, e busca a plenitude, a satisfação, o contentamento, e perfeição de Seres quem És, aquele Oceano de Pura Consciência Cósmica, Pleno, Sereno, Imortal, Perfeito!
Enquanto te identificares com o corpo e com a mente, vais reconhecer objetos além de ti, e continuar a gerar cobiça e aversão. A cobiça e a aversão que parecem diametralmente opostas, a uma luz maior são apenas estados de excitação, resultado do contato entre os objetos, de todo oposto à serenidade que buscamos. Realiza essa Consciência Una, pelo entendimento da natureza ilusória do que tens vivenciado. Vive a tua vida com um entendimento perfeito, de que o que estás a vivenciar é fruto de desejos passados, e que os desejos presentes vão criar o futuro, ou seja, mais vivências, e que enquanto não quebrares o ciclo, a ilusão continua, e o vazio permanece.
O vazio que sentes interiormente é a ausência de Ti, fruto dessa consciência relativa, de individualidade, e separação de tudo e de todos. Essa consciência de separação gera atrito e sofrimento. A Consciência Una, é Absoluta e Integradora, fonte de Felicidade e Contentamento. Em termos absolutos nada Realmente acontece, e em termos relativos nada realmente acontece além de Ti. Tudo é uma expressão do Teu Ser. Os objetos (pai, mãe, filhos, companheiros, casas, carro, dinheiro, condições onde estás inserido, etc), existem em Ti, são Parte de Ti, são pequenas expressões do Teu Ser. Aprecia a relatividade como uma expressão do Teu Amor, do Teu Ser. Relaxa, não leves as coisas tão a sério, tudo é para o teu entretenimento. Usa o teu “tempo” de forma construtiva, reclama o Teu estatuto Cósmico, Onipresente, Onipotente, de Serenidade, Amor, Paz, Plenitude, Bem-aventurança, o SELF QUE ÉS!

Em Serenidade,
Satyavan

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Realidade

A Alegria – O Reencontro da Totalidade do Ser

A Existência é Una, apenas a Serenidade Intemporal prevalece, apenas o Ser Supremo Existe, esse Oceano de Pura Consciência Cósmica, de Pura harmonia, de Absoluta Plenitude, Sereno, Infinito, Absoluto, que Eu Sou. A separação é ilusória, fruto da identificação deste principio absoluto, “Existência”, com os corpos onde aparentemente se expressa. Até mesmo na existência relativa é preciso entender as coisas na sua verdadeira magnitude, não existem vários corpos separados, mas apenas um Grande Corpo, aparentemente composto por vários corpos. Tal como pequenas gotas de água compõem um oceano, da mesma forma, pequenos agregados de matéria em diversos estados, compõem Este Grande Corpo. A esses pequenos agregados de matéria chamamos de Universos, Galáxias, Sistemas Solares, Planetas, homens, animais e plantas, sendo todos eles constituídos, animados por este Princípio Uno de Pura e Infinita Consciência Cósmica. Este Grande Corpo vibra em uníssono, esta Magnífica Realidade, percebemos este pulsar em todas as suas manifestações. Pelo contato aparente entre a Consciência e a matéria, dá-se a transferência das características de um para o outro, desta forma a noção de Existência, aparece isolada em um corpo, assumindo as características do mesmo. Esta identificação, que aparentemente é só do indivíduo, acontece de forma coletiva e simultânea em todos os corpos, desde os mais simples aos mais complexos. Sendo o corpo do homem, uma das expressões mais elevadas, deste mesmo princípio. Constantemente existe um movimento aparente, em que a Consciência se densifica, tornando-se matéria, e em que a matéria se Eleva novamente em consciência, tal como a água que se transforma em gelo e depois se dissolve novamente em água. Nem o gelo deixa de ser água, nem a matéria deixa de Ser Consciência. Tal como uma molécula se afirma pela sua originalidade no meio da tantas outras, também todos os corpos se afirmam de acordo com as suas características sobrepostas no Principio Absoluto de Existência, e sentem de acordo com essa sobreposição, Eu Sou...isto! Desde o extremo da inconsciência, ou seja, a incapacidade de ir além da identificação com o corpo, reconhecendo a sua verdadeira natureza, até à Super- Consciência, ou seja, a Realização Absoluta da Verdade de que EU SOU, inicia esta ínfima Grande jornada que todos conhecemos como a “Evolução”. Na medida em que a consciência vai acordando para si mesma e se reconhecendo, vai se integrando, e realizando gradualmente. Tal como fico com alegria quando reencontro um amigo há muito perdido, da mesma forma, Quando Me encontro do meu centro jorra alegria. A tristeza e a dor é fruto desta ilusão de separação. Na medida em que a ilusão desaparece, a Alegria manifesta-se. Alegria é o estado natural de um coração aceso pelo infinito. Na medida em que Te Reencontras, em que Te Reconheces em todos os corpos e além deles, serás inundado dessa Alegria. Que Maravilha, que Eu Sou, Estou em todo o lado, Sou Perfeito, Cada expressão minha é Maravilhosa, Estou em Todos os Olhos, em todas as Expressões, por todo o lado Me encontro e Me reconheço, nada nem ninguém existe além de Mim. E entendes que tudo isto é para o Teu entretenimento, para que possas usufruir do Teu Amor. E o Amor, a Alegria começa a brotar do Teu coração inundando de dentro para fora, transformando-te em Amor em Alegria, Fundindo-te em Ti Mesmo, de Volta à Serenidade. Se não sentes essa alegria, semeia todos os dias no teu coração, dia após dia, olha para fora como se olhasses para dentro, e busca-te nos olhos do outro, no vento, nas árvores, busca, busca que encontrarás! A Existência é Una, apenas a Serenidade Intemporal prevalece, apenas o Ser Supremo Existe, esse Oceano de Pura Consciência Cósmica, de Pura harmonia, de Absoluta Plenitude, Sereno, Infinito, Absoluto, que Eu Sou.

Em Serenidade,
Satyavan

A Ilusão


O Yoga – O Caminho para a Felicidade Através de Um Perfeito Entendimento

As Causas do Sofrimento Humano...
Todos sabemos o que é o sofrimento, dia após dia lidamos com sofrimento nas nossas vidas. O sofrimento vai desde um ligeiro desconforto até profunda agonia, seja no nível físico, emocional, ou mental. Sabemos também que o sofrimento é algo relativo, tem a ver diretamente com quem o vivencia. A mesma experiência tem um impacto diferente, em diferentes indivíduos, de acordo com as suas características pessoais. Indivíduos que vivem em condições mais extremas, que tiveram infâncias mais duras, com muitas privações, que passaram por muita dor, criam geralmente mais resistência à dor, tornando-se mais tolerantes ao desconforto. Até aqui está tudo certo, mas afinal quais são as causas do sofrimento, e como erradicar o mesmo? As experiências da vida vão-nos ensinando pouco a pouco. Todos os dias são lições valiosas. Começamos por entender no nível físico, e de uma forma bem simples, a mecânica por trás de como viver uma vida tranqüila, serena, e satisfatória evitando sofrimento desnecessário.
Por exemplo: quando estou sentado e começo a sentir um pequeno desconforto, imediatamente eu ajusto a minha postura, é um reflexo, que acontece, quer eu tenha, ou não consciência disso. Se me doem as costas por estar curvado, a reação natural é o endireitar das costas, ajustando a postura, desfazendo desta forma a causa do desconforto, trazendo harmonia e bem estar novamente. Se eu mantiver as costas curvadas recusando-me a ajustar a postura, o desconforto vai intensificar até ao extremo da agonia. Da mesma forma na cadeira se não ajustar a postura, o desconforto vai intensificar até ao extremo da agonia, até que eu ajuste a postura. E não adianta eu trocar de cadeira, enquanto a minha postura estiver incorreta, vou continuar a sentir desconforto. Se como mais do que necessito, se como comidas que não nutrem, que não promovem a longevidade, que não promovem a saúde, se alimento hábitos que me são nocivos, gradualmente, vou começar a sentir desconfortos no corpo, até que mais tarde estará instalado um quadro de doença, ou seja um grande condicionamento, fruto de uma postura incorreta, mantida por um longo tempo. Depois disto, e não havendo a correção postural, neste caso uma mudança de alimentação, o corpo sendo impossibilitado de se regenerar por falta de interrupção da agressão, vai degenerar, até à desintegração do mesmo, o que conhecemos como a morte do corpo físico, quer o ser tenha ou não consciência desse processo. Pois bem este princípio tão simples que acontece por vezes de forma automática na nossa vida, e que é motor de pequeníssimas mudanças, como endireitar as costas, afastar-me do fogo, como cobrir o corpo protegendo-o do frio, mudar de alimentação, mudar de hábitos também é o mesmo mecanismo que está por trás das grandes mudanças. Para que a mudança seja efetiva, uma mudança de postura, por si só, não é suficiente é necessário manter a nova postura durante o tempo suficiente até que se torne natural. No âmbito físico, alguém que deformou a sua coluna por causa de uma postura incorreta de andar curvado, para que desfaça a curvatura, terá de manter conscientemente a nova postura até que ela se torne natural. Durante esse processo irá sentir algum desconforto devido aos condicionamentos físicos que a antiga postura lhe causou, esse desconforto será mais ou menos intenso de acordo com a intensidade do condicionamento. Se esse hábito foi mantido por muito tempo o desconforto será maior, se o hábito tiver pouco tempo o desconforto será menor. A diferença do desconforto do desalinhamento postural, do desconforto resultante do realinhamento postural, é o que primeiro vai gerar mais desconforto, e o segundo vai acabar com o desconforto, levando-me ao meu estado natural de harmonia, tranqüilidade, de bem-estar, de homeostase.
No nível físico parece mais simples de entender, pois a identificação com o corpo físico é muito grande, desta forma consigo um entendimento claro acerca dele, quando se trata do emocional ou do mental a coisa complica. No entanto, a mecânica é a mesma, se por acaso estás a sentir algum desconforto no nível físico, emocional ou mental, é sinal que existem mudanças que são necessárias para que o estado Homeostático, de harmonia se restabeleça. A nossa natureza é harmônica, é serena, é tranqüila, é homeostática, tudo o que perturba esse estado, é sentido como agressão. A definição de homeostase: é a propriedade de um sistema aberto de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, equlibrada, mediante múltiplos ajustes de um equilíbrio dinâmico. Todos os organismos, unicelulares e multicelulares, exibem homeostase. Um grande número de sistemas ecológicos, biológicos e sociais são homeostáticos, e caso não sejam bem sucedidos em repor o equilíbrio, isso pode conduzir à interrupção do funcionamento do sistema. Então tudo o que perturba esse equilibrio, essa serenidade interior, acaba por ser vivenciado de alguma forma que vai desde o desconforto até uma profunda agonia de acordo com a natureza do individuo, e o seu nível de consciência. Este equilibrio é relativo a cada individuo, e cada um terá de encontrar o seu, ampliando o seu nível de entendimento, conquistando a sua paz e harmonia interior. Passo por passo desfazendo os mitos, faz-se necessário um entendimento maior acerca do que promove estas auto-agressões, esta baixa auto-estima, esta falta de amor próprio, ou seja, que permite que eu me continue a agredir, sabendo que estou a sofrer, impedindo, e sabotando qualquer tentativa de mudança, de reestabelecimento da harmonia. E são muitos os factores; começamos com a idéia de que o prazer é felicidade, e que a felicidade está fora de nós, que é algo que tem de ser acrescentado, e que sem isso não vale a pena viver, e, de acordo com as nossas preferências pessoais, sacrificamos tudo por este prazer, desde a saúde física, a relacionamentos, aos valores morais, ao respeito pelo próximo, e à sociedade como um todo. Nem sequer sabemos ao certo o que é isso da felicidade. Tudo gira em torno da gratificação imediata, desconsiderando as consequências de tais atos. Pela promessa do prazer imediato, anestesiamos a nossa consciência, passando a viver num torpor mental. Pela experiência aprendemos que esse tipo de gratificação, esse prazer momentânio gera desgaste nos corpos, seja no fisico, no emocional ou no mental, e que mais cedo ou mais tarde vai gerar sofrimento. Então se uma árvore se conhece pelo seu fruto, também uma ação se reconhece pelo seu resultado. E esse “prazer” é nada mais que “sofrimento” mascarado, que nos tenta e nos ilude, por vezes durante um momento, uns meses, uns anos, por vezes durante vidas, mas nunca, nunca para sempre. Enquanto formos fonte de sofrimento, iremos vivenciar alguma forma de sofrimento. Ninguém gera sofrimento voluntáriamente, cada um age de acordo com o seu nível de consciência, cada um faz o melhor que pode com o que tem. Desta forma torna-se importante este acordar para uma realidade maior, para que a vida tenha mais significado. Os grandes mestres deixaram algumas guias para que a jornada fosse o menos fricativa possivel. Aconcelharam-nos a praticar a inofensividade para com todos os seres vivos, em pensamento, palavra e ação, para desta forma nenhum ser vivesse com medo, deixando agredir e de ser agredido em retorno; ensinaram-nos a praticar a verdade, para que não houvessem desconfianças, e os relacionamentos fossem uma fonte de alegria, confiança e cumplicidade; ensinaram-nos a não nos apropriarmos do que não nos pertence, quer fossem objetos, situações, e, ou pessoas; ensinaram-nos a praticar a moderação, para que a vida sensorial podesse ser apreciada, sem que isso gerasse apego, e consequente sofrimento, e que a liberdade, a serenidade, e a harmonia daí resultantes pudessem servir de base para um crescimento maior. E ensinaram-nos a viver uma vida simples para que eu não me tornasse escravo dos meus confortos, das minhas necessidades. O que era suposto facilitar-me a vida, torná-la mais confortável, deixar mais tempo para apreciar a vida, acabou por me escravizar, sem tempo e sem paciência para mim e para os que me rodeiam, e ‘que eu amo. Sem disciplina na minha vida perdi a noção das minhas necessidades e passei a viver para os capricho sem fim que me invadem a mente, sempre com a mesma promessa do prazer, prazer esse que quando vem é tão momentânio que quase nem dá para perceber, e que geralmente é seguido de inquietação, ansiedade, frustração e dor. Ensinaram-nos a contentarmo-nos com o que a vida nos traz, para que mesmo que as coisas não corressem como esperávamos para não perdermos a nossa paz mental, afinal esta é a nossa maior preciosidade. Ensinaram-nos a não gerar demasiadas expectativas, para não gerar frustrações para mim e para os outros; ensinaram-nos a amar e respeitar os nossos companheiros, para que eles nos amassem e respeitassem; ensinaram-nos a semear o amor para que a vida fosse mais gratificante. Mas eu não entendo, continuo iludido, sofro impotente, gero mais sofrimento, e pior que isso tudo, é achar que é normal! Lá porque “todos”vivem assim, não significa que seja normal...As respostas não vão aparecer enquanto eu não começar a fazer perguntas, enquanto eu não questionar! Mas quem sou Eu afinal? Até agora o que eu reconheço como o ‘EU’: o meu corpo e a minha mente, são partes de mim, partes que estão em constante mudança, para o melhor e para o pior, será que eu sou só isso? Identifico-me com os meus hábitos, características que são frutos de repetições, de crenças por associação, da cultura, da educação que recebi, do meio onde vivo, e das pessoas com quem convivo, etc, será que sou só isso? Disseram-me que nasci, que vou morrer, e que para ser feliz devo casar, devo ter filhos, devo ter uma casa, ou duas, que preciso de dinheiro, que preciso de ter segurança, que preciso de ter afeto, que preciso de ser PERFEITO, será que é mesmo assim? Desta forma saí pelo mundo fora, porque todos saem, sem questionar o que me disseram, sem questionar quem Realmente Sou, sem questionar o Real Sentido da Vida. Será que pode ser diferente? Diz-se que a diferença entre o animal e o homem tem a ver com a sua inteligência, e porque razão não reclamados essa diferença, preferindo viver como eles seguindo a multidão? Então se achares por bem, pára, pensa, questiona, discerne! È mais do que um direito é um dever, é o nosso Dharma. Deixa as crenças, deixa os dogmas, deixa os conceitos e preconceitos e investiga, vai até á fonte! Tens tudo o que precisas para investigar, está tudo dentro de ti! Quem és tu? Procuras prazer, procuras amor, procuras a felicidade, será essa é a tua verdadeira natureza? Dizem que o nosso centro é amor, que dentro de nós temos toda a felicidade, que só temos de procurar, será que existe alguma verdade aqui? Dizem que és um Ser Divino, será possível? Serás realmente um Ser Especial, será que és Realmente LIVRE, que maravilhoso seria, imagina, poder sair pelo mundo fora sem nunca mais olhar para trás, ter toda essa liberdade, ser livre de cortar com todas as dependências, de seres como És, sem máscaras, sem medos. Será que existe algo que realmente te prenda além das tuas idéias, dos teus medos, das tuas crenças...Pensa! Discerne! És livre para isso! Que maravilhoso, és livre! E és Capaz! Tens tantas ferramentas, tantas ajudas, não percas a esperança, continua, acredita e vai em frente, reclama uma existência mais Amorosa.
Que a Luz te Guie, que o teu Coração seja o Teu Mestre, Que o Amor esteja na base da tua vida! Vai Descobre, Realiza-te, e não te esqueças de Amar!

Em Serenidade,
Satyavan

Sadhana - O Caminho Rumo ao Divino

O Percorrer deste caminho no Yoga?
Neste caminho de Elevação da consciência e da Auto-realização, deparamo-nos com imensos obstáculos à nossa paz. Procuramos essa paz, essa serenidade, essa elevação espiritual, mas parece tão difícil ir um pouco mais além de um estado de descontração, que brevemente é interrompido pela agitação, pelo ruído, pela ansiedade, etc. No início encontramos os obstáculos fora de nós, pessoas, ambientes, circunstâncias. Gradualmente, e, na medida, que a consciência expande vamos percebendo que os obstáculos estão dentro de nós, nos hábitos negativos, nos desejos, nos apegos. Construímos e cristalizamos uma realidade acerca do que somos, do que queremos, para onde vamos, sem ter a mínima noção de onde tudo começou! Agora desconstruir vai dar trabalho. Hábitos frutos da repetição contínua, de atração e repulsão, cresceram, e tornaram-se fortes, dando origem à personalidade. A identificação e o apego a esta personalidade gera a ilusão de uma existência separada, e com isso todo o sofrimento. Recuperar o nosso estado de Consciência UNA, fonte de Paz, Amor, Serenidade, é o propósito desta longa jornada, e sem a prática diária, torna-se apenas mais um sonho. Para manter uma prática de Consciência permanente (sadhana), em que a purificação física, energética, mental, e uma conseqüente elevação de Consciência sejam o resultado, é preciso muita determinação, disciplina, perseverança, entrega, e amor por Si Mesmo. Os sadhanas são muitos, e consistem num auto-treino, em que gradualmente se afirma a natureza divina, cultivando estas qualidades na personalidade, desfazendo o equivoco. Manter um sadhana é o que um aspirante a Yogue necessita de fazer, sendo o desabrochar uma conseqüência natural. Não importa se és um praticante, um professor, ou um mestre de yoga, se ainda vives em viyoga (separação), ao esqueceres o sadhana, esqueces o mais importante. Nunca te esqueças de Afirmar a tua luz, diariamente promove essa ascensão ao Divino. O sadhana é o mais importante, é a estrada para o yoga (união) da consciência individual, com a Consciência Suprema. A maior Realização a que um Ser pode Almejar. Partilha aqui as tuas dificuldades, todos juntos encontraremos novas formas de prosseguir...

Hari Om Tat Sat
Em Serenidada,
Satyavan