segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Diálogos com Buscadores da Verdade - 13

13º Diálogo

Buscador: cheguei a questionar o significado da vida, estaríamos aqui somente para criar uma personalidade que visa somente nossos próprios interesses, alimentos, moradia , luxo , será que seria só  isso? Qual o propósito da nossa inteligência, razão, consciência?”
 
Satyavan: estas são perguntas fundamentais, que enquanto não obtiverem resposta, vão emergir de tempos em tempos e sacudir a personalidade com todas as suas estruturas, formas de vida, valores, etc, levantando sempre profundos questionamentos acerca de si mesmo e do mundo que reconhece. No fundo não existe qualquer diferença entre ter um propósito ou não ter qualquer propósito, a ilusão é a mesma. A vida do corpo/mente desenrola-se, e enquanto o ser sonha com a vida, permanece mergulhado nela, inconsciente da sua própria beleza, inconsciente de quem é Verdadeiramente. Não importa onde esse corpo/mente está, o que está a fazer, com quem está, a ilusão é a mesma... todos os cenários que experimenta e essa inteligência, razão, consciência, servem para parar e questionar o propósito de tudo isso. A grande maioria está convicta que questionar isso não leva a lado nenhum, pois crê profundamente que o que experimenta é real, e que é uma perca de tempo, ou seja perca de outras coisas mais importantes, que poderão perder enquanto divagam... não poderiam estar mais enganados... O que está a tentar entender, como que para decidir, não é bem como imagina, tem um fluxo próprio; o seu eixo de continuidade, essa linha de temporalidade, também não é o que imagina, não existe um ponto (ser) que se desloca numa espaço, durante um determinado tempo; tudo emerge do seu centro, da sua existência, do seu Eu, o mesmo Eu que experimenta estes acontecimentos neste cenário, ao qual chama de realidade, é o mesmo Eu que experimenta os acontecimentos aos quais chama de sonho, e não existe qualquer diferença entre estes estados...
No entanto e dentro do que perguntou, a história que se desenrola tem várias etapas, e todas servem um propósito, mas não o seu propósito, pelo menos não como imagina. Há sempre uma parte que morre para que outra parte nasça, mas no fundo nada realmente acontece. Quer haja julgamentos de valor acerca de si mesmo, quer queira que seja de uma forma ou de outra, apenas acontece o que tem de acontecer, como tem de acontecer. Inteligência é a capacidade de olhar para a vida e para si mesmo, e perceber que as aparências iludem, e não desistir enquanto não descobrir a verdade! SE não sabe quem é, de onde vem e para onde vai e porquê? Para que serve tudo isso? Há um mistério maior, uma luminosidade, um esplendor para descobrir! Será que é mesma a beleza dos santos que busca, ou anda em busca da sua beleza? Em verdade beleza é sinónimo de Verdade.

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