segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Diálogos com Buscadores da Verdade - 8

8º Diálogo

Buscador: Obrigado Satyavan por suas palavras. O ruído da cidade se mistura ao ruído interno de nós mesmos e acabamos por deixar a busca interior. Não posso perder o foco. Lembro que tive uma conversa com você sobre perder o foco. Como fazemos para não perdê-lo?
 
Satyavan: É tudo uma questão de real interesse e de discernimento! Ambos esses ruídos têm a mesma natureza quer seja externo, quer seja interno, e ambos esses ruídos se mascaram, tanto o interno, quanto o externo, além do que considera ruído, existe muito mais ruído mascarado quer internamente quer externamente! Avalie bem as suas necessidades internas e externas, avalie com imparcialidade, e veja por si mesmo. Não importa se se é um pedinta no mundo material ou no mundo espiritual...um pedinte é sempre um pedinte! Talvez mais importante do que andar de porta em porta na esperança que alguém dê uma esmola significativa, e quem sabe um dia ganhar na loteria, talvez mais importante do que isso é questionar se é realmente um pedinte! Senão corre o risco de acordar numa vida que não é sua. Quais as promessas desse mundo? E esse mundo cumpre as promessas? Precisas dessas promessas?
Tens muita força de vontade, embora tenhas muita confusão e ainda sejas um pouco ingénuo, mas não subestimes a força de vontade, pois ela faz com que se atravessem horizontes! Resiste a esse mundo e a esse ruído, resiste às tuas fraquezas, e permite a cura! Se continuas em busca da aceitação da esposa, das pessoas que conheces, ou das novas pessoas com quem te cruzas... deixa todos esses empreendimento, deixa todas as estratégias que adoptas, isola-te de tudo isso, e busca um apoio ou os que precisares, em massagens por exemplo, uma saída para ver um cinema, fazer algo que gostes mesmo, que te sintas muito bem, sempre com esta ideia presente: tudo isto que faço é para minha cura desta fragilidade de não me aceitar, de não gostar de mim...permite-te a ser a tua fonte de prazer e de diversão, mesmo que indiretamente...que tu sejas o teu foco, que todas as ações sirvam o propósito de te conheceres, de te amares e de aceitares, e tem isso sempre em mente, não permitas automáticos, passa tempo contigo, corteja-te, namora-te, ama-te, como conseguires, não importa, dá presentes especialmente os que contribuam para o teu crescimento espiritual, pois são esses os que irão trazer real alegria...faz o possível, como se não pudesses viver sem o teu amor e aceitação, que na realidade não podes viver sem o teu amor, apenas podes sobreviver e mal... e...se puderes... continua a meditação... caso a pergunta tenha surgido na tua mente, o isolamento em nada tem a ver com o corpo físico, podes estar no meio de uma multidão e estar completamente sozinho, é só lhes retirares a atenção.

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