segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Diálogos com Buscadores da Verdade - 3

3º diálogo

Buscador: Caro Satyavan, "O nome do jogo que jogas agora é entretenimento"...claro! porque? ou melhor porque NÃO? Investigar...o que viria a ser o karma, maya ou mesmo o prana? Seria trágico se não fosse hilário o quanto a resposta seja óbvia. Ocupar-me, mas, ocupar-me de quê mesmo? RS Aaah claro, o "show". Bom, quem sabe faz, quem não sabe assiste. Contanto que paguem, não estou fazendo caridade RS (brincadeira mercenária) Esse recado pode parecer meio bobo neste momento. Voltarmos as mesmas perguntas, quem sou, quem é você...afinal, dá pra confiar nessas memórias? Toda a lenda se repete, e como o senhor mesmo declarou, um dia, "isto será um épico". E escrevendo isto o que me deixa em dúvidas é se um dia voltarei a vê-lo ou se o Mestre Satyavan me dispensou para sempre em sigilo. Eu ouvi uma vez em uma canção que "a proximidade distancia". Talvez nunca mais nos encontremos e isso possa ser ótimo. Mas faz parte do meu show, dar uma de peter pan e morar na terra do nunca. rs Paz e Luz
 
Satyavan: Bom dia querido! Eheheheh quantos pontos abordados... Sabes, a comunicação tem realmente dessas coisas, é que as palavras são em si são vazias de significado, é a empatia que faz com que a comunicação realmente aconteça. A chave: Um coração que transborda e um coração que anseia receber. Se não há empatia entre o emissor e o receptor, a comunicação ou fica deficiente, ou simplesmente não acontece. O que acontece é um outro fenômeno, bem comum nos dias de hoje, as palavras partem do emissor com um significado X, e quando chegam ao receptor, este (o receptor) atribui o seu significado às palavras, e a mensagem original perde-se desta forma, restando apenas confusão. Os textos que vais encontrar aqui nenhum deles é literal, nem um pouco... é como se estivesse encriptado... Então o teu comentário refere-se ao teu texto eheheheh, convido-te e ler o meu texto! Mas para isso vais precisar do código e ele se chama empatia/amor entre emissor e receptor. Terás de vir ao texto ao invés de levar o texto a ti! “Investigar...o que viria a ser o karma, maya ou mesmo o prana?” eheheh, sim é que a maioria imagina que eu me refiro... Investigação em nada tem a ver com isso... isso é apenas e só investigar o sonho... entreter-se... “Quem sou, quem é você... afinal dá para confiar nessas memórias?” eheheh... a segunda pergunta (quem é você), anula o propósito da primeira (quem sou)... A investigação de quem sou, em nada tem a ver com personalidade/corpo cenário, e a história do mesmo é a isso que se refere a memória... teoricamente poderá até haver a noção que não se é o corpo, mas na prática é essa a verdade implícita/agregada por detrás de cada e toda aparente ação... O épico de que falei é diferente daquele que entendeste... Enquanto houver tanto deslumbre pelo sonho, estas palavras serão encriptadas e não haverá código... Mas no teu “caso” sei que o “sonho” não tem assim tanto poder, já sabes demasiado em ti, e isso torna cada vez mais difícil conciliar... esses ciclos de desespero vs esperança são bem mais avassaladores, mas precisas amadurecer... Eu não dispenso nenhum de vocês, eu apenas vos aguardo pacientemente, e estou sempre aqui. Será que queres mesmo vir aqui, ou ainda estás bem aí? Cuidado eheheh estas palavras poderão parecer encriptadas... dependendo do foco! O homem da barca espera pacientemente aqueles que desejam atravessar o rio, ele não procura ninguém, ele apenas aguarda... ele conhece bem o seu rio, e sabe que apenas poderão atravessar o rio, aqueles que não tiverem mais interesse pela margem, ou pelo menos quando a vontade de atravessar o rio for superior ao interesse pela margem... vários tentam em vão colocar um pé na barca, e ficar com um pé na margem, e a maioria desses, descobre que quando a barca se começa a mover, imediatamente tiram o pé da barca, permanecendo na margem... O homem da barca sabe que aquilo que todos buscam realmente, se encontra depois do rio, e não na margem, mas enquanto a margem for tão preciosa ninguém acreditará nele. Apenas o sofrimento (constatação do óbvio acerca da margem) poderá até um determinado ponto ajudar a largar a margem... enquanto isso, o homem da barca aguarda... Não esclareci os pontos, apenas mostrei o equivoco nos mesmos, se tiveres interesse investiga um pouco mais...
 
Buscador: Caro Satyavan, Decifra-me ou te devoro. Será que temos mesmo opção? No momento que nos conhecemos, percebemos que o caminho é sempre um só, mas as "possibilidades" são múltiplas... Eu já "encontrei" esse homem da barca e já atravessei o rio. RSRSRS O que encontrei? Hum, simplesmente digo que algumas coisas não devem ser ditas, pois o amor dispensa palavras. Também espero pacientemente. Talvez pelos mesmos motivos que o Senhor também espera. Aiai, "Mestre". Claro que o Senhor diria palavras como esta. Mas será que te passou que esse seria o também seria meu texto? A minha resposta? Sei que o senhor...bem...prefiro dizer que só sei, ou melhor, sinto, que sua presença é assim. Esta não é uma questão para mim de observação mas sim, de vigilância. E não sei se percebi seu épico. Mas eu percebo o meu: "Todos os dias é um vai e vem, a vida se repete nesta estação, tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais, tem gente que veio e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar, tem gente que veio só olhar, tem gente a sorrir e a chorar..." E sim. Esta também é uma mensagem encriptada. Mas o senhor tem entendimento, mesmo que seja, ao teu modo. Irá entender. Lembro de já ter chorado contigo. Um dia, quem sabe, chorarás comigo. Paz e Luz
 
Satyavan: Olá querido :) As palavras que te enviei são precisas e perfeitamente adequadas a este momento, vê bem para onde elas te levam... As perguntas que surgem "aí" mostram-te qual a tua ilusão. Quanto ao homem da barca ainda não conheceste meu querido, se falas de amor então conheceste a "barca", o que por si só essencial, mas ainda não conheceste o barqueiro, nem tampouco cruzaste o rio. Conheço bem o significado das tuas palavras, daí a reposta, e não, ainda não entendeste o teu épico, apenas acreditas ter entendido... essas certezas trouxeram-te até a esse ponto, num mundo estéril de compreensão, mas também elas sucumbirão, pois já cumpriram o seu propósito, não tem como, nem porquê ser diferente. Quando essas certezas perderem o seu valor, aí será a hora do reencontro... e isso será inevitável meu querido! Quase no final, imediatamente antes de cruzares o rio, chorarei contigo no esplendor da alegria. Até lá aguardarei o esvaziar da tua taça.
 
Buscador: Sendo assim, em uma coisa você pode estar certo: eu ainda nem comecei. As perguntas são meramente ilustrativas. As respostas igualmente propositais. O que eu vigio é a sucessão dos dias, mas o que aguardo é o fim. O que será de mim até lá? Isto que sempre fui. Só estou aqui pela Terra e pela humanidade. Existem muitas formas de amar, mas o meu amor é único. E que assim seja: Brahma-Vishnu-Shiva. Até o seu próximo post inspirado.
 
Satyavan: Isso mesmo meu querido... a sucessão dos dias, e o aguardo do fim... e isso em nada tem a ver com "O Épico", isso é completamente desinteressante, é automático mecânico! É apenas uma surpresa constante do ponto onde te encontras no conhecimento/realização de ti. A todo o momento surge aí naquilo a que chamas o teu espaço íntimo de percepção: sensações, emoções e sentimentos, que imaginas serem teus, serem reais, e parecem desencadear desde pequenas oscilações até verdadeiros cataclismos, e isso faz parte da peça, do entretenimento... isso irá continuar até ao tal fim, e depois recomeçar, incansavelmente... sei que conheces um pouco da "grandeza" mas a associas com isso (corpo/cenário) por onde a experimentas agora. Em todo esse tempo que observas o desenrolar automático mecânico daquilo a que chamas a tua vida (a vida do corpo), o mais importante passa despercebido, aquilo aí que observa, a Fonte de Esplendor que és Tu. De que humanidade falas se apenas Tu existes, se És Totalidade? Muitos dos problemas que tens experimentado tem sido pelo fato de trazeres "demasiada bagagem"(conhecimento de ti) para colocar num guarda roupa minúsculo (complexo corpo/mente), a percepção do esplendor... O Épico é a Realização da fonte do Esplendor, em nada tem a ver com a vida do corpo/mente! No que diz respeito ao corpo/mente, tudo isso se "cumprirá"... "Trazes em ti" um pouco da percepção do Esplendor, falta mergulhar na fonte e diluires-te "Nela". Isso (a vida do corpo/mente) já não te convence muito, ainda assim não encontras alternativa e "continuas"... no sonho, o inicio é o prenúncio do fim, e o fim o prenúncio do início! Enquanto a importância se encontra no sonho será assim como tens experimentado. De fato o "sonho" ou seja aquilo que te parece real, que parece ter um propósito é apenas entretenimento, distração do Real... enquanto a importância for atribuído ao sonho, o mais importante passará ao lado e o sonho cumprirá o seu propósito real: te distrair! Naquilo a que chamas de sonho, quando imaginas que dormes, experimentas mundos completos, desenrolar de acontecimentos, um corpo, um cenário, e uma humanidade...quando "acordas" aquele mundo ao qual chamas de real "emerge"... de onde veio o mundo sonho e para onde é que ele foi? E de onde veio o mundo ao qual chamas de Real e para onde ele tinha ido? A certeza do propósito e a importância associada ao mesmo tem sido o pacificador das águas da turbulência do inconformismo com aquilo que parece ser real... Mas será mesmo assim? Te garanto que não! Tudo isso terá de ser rompido! Precisarás colocar a bagagem de lado como se de nada soubesses, o inconformismo será o maior aliado! Tu não és o corpo/mente, um ser na humanidade, tu és Totalidade! Desperta para ti! 


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